Strategy adquire US$ 264 mi em Bitcoin com preço a US$ 87 mil
A Strategy decidiu aumentar sua aposta no Bitcoin com a compra de US$ 264 milhões em BTC. Isso aconteceu mesmo com a moeda sendo negociada em torno de US$ 87.000, uma queda considerável de 31% se comparada à sua máxima histórica de US$ 126.000 em outubro. Essa nova aquisição veio apenas uma semana após a compra de US$ 2 bilhões, mostrando a estratégia ousada de acumulação liderada por Michael Saylor. No entanto, o mercado continua enfrentando incertezas macroeconômicas e regulatórias, o que mantém o sentimento entre os investidores na zona de medo.
Na manhã de 28 de janeiro de 2026, o Bitcoin estava cotado a US$ 88.117, representando uma queda de 1,8% nas últimas 24 horas e de 12,4% na semana. O dado do índice de medo e ganância está em 29, indicando aversão ao risco. Para se ter uma ideia, apenas 43% dos últimos 30 dias fecharam no positivo. Para quem está investindo no Brasil, é fundamental ficar atento aos níveis técnicos e à gestão de risco nas corretoras locais.
Essa nova compra ocorre em um contexto macroeconômico complicado, com tensões políticas no cenário internacional e atrasos em legislações importantes nos EUA. As altcoins também estão em uma fase difícil; o Ethereum caiu 30% nos últimos três meses, agora valendo US$ 2.899, e o Solana despencou 38%, chegando a US$ 124. Isso tudo diminui a disposição dos investidores para correr riscos.
O que a nova compra da Strategy significa para investidores?
A Strategy adquiriu cerca de 2.900 BTC recentemente, elevando suas reservas para mais de 712.000 unidades. Isso representa mais de 3% de toda a oferta máxima do Bitcoin. A empresa tem se comportado como uma tesouraria digital, acumulando BTC com uma visão de longo prazo desde 2020, mesmo durante os períodos de grande correção do mercado. Essa abordagem reforça a ideia de que é possível acumular em momentos de queda.
No ambiente de negociação, grandes carteiras estão retirando BTC das exchanges, diminuindo a quantidade disponível para venda. Esse fator é relevante porque uma oferta reduzida nas corretoras pode amplificar movimentos de alta assim que a demanda retornar. Para os investidores brasileiros, isso indica que os grandes players continuam fazendo compras, mesmo em tempos de alta volatilidade.
Bitcoin consolida abaixo de US$ 90 mil com sinais técnicos mistos
Analisando o lado técnico, o Bitcoin está consolidado abaixo da média móvel de 50 dias, o que indica uma tendência de baixa a curto prazo. O RSI diário está em 38 pontos, longe de estar considerado “sobrevendido” de forma extrema, enquanto o MACD continua negativo, mas com o histograma mostrando sinais de perda de força—um possível sinal de desaceleração na queda.
Os principais níveis de suporte estão em US$ 89.226, US$ 83.496 e US$ 80.619. Se o preço romper a faixa entre US$ 83 mil e US$ 86 mil com frequência, isso poderá trazer mais pressão para uma nova queda. Já as resistências estão nos níveis de US$ 97.913 e US$ 107.461, que precisariam ser superados para que a estrutura atual fosse revertida.
O volume de negociação semanal foi de US$ 25,5 bilhões, um aumento de 14%, sugerindo uma atividade maior — mas ainda sem um sinal claro de que os compradores estão entrando de forma decisiva. Uma projeção de curto prazo indica que o preço pode chegar a US$ 89.261 até o dia 30 de janeiro, um aumento potencial de 1,53%, que parece mais um ajuste técnico do que uma mudança na tendência de longo prazo.
Riscos da estratégia e o contraponto do mercado
Mesmo com o otimismo da Strategy, há um risco grande: a possibilidade de uma queda prolongada do Bitcoin pode impactar o balanço da empresa e seu valor de mercado. As ações da empresa já acumulam uma baixa de 64% desde julho, sendo negociadas a cerca de US$ 160. Especialistas alertam que, embora a liquidez atual consiga lidar com a volatilidade a curto prazo, isso não garante proteção em ciclos mais longos de baixa.
Para quem investe no Brasil, o recado é claro: é preciso equilibrar o sinal positivo das grandes instituições com uma análise técnica disciplinada. O fato de instituições estarem comprando não elimina o risco de novos testes de suporte, principalmente em um cenário onde o Bitcoin já caiu para US$ 87 mil e está vulnerável a notícias econômicas e regulatórias.
A compra de US$ 264 milhões reforça a visão de longo prazo da Strategy, mas o mercado ainda requer cautela nos próximos meses. Ficar de olho nos volumes, nos níveis de suporte e nas métricas on-chain será fundamental para entender se esse movimento atual representa uma acumulação ou apenas uma pausa antes de mais volatilidade.





