Unb se junta ao ieee para pesquisas em blockchain com a unbchain
A Universidade de Brasília (UnB) acaba de dar um passo importante nas suas pesquisas em blockchain. Sob a liderança da professora Cláudia Jacy Barenco Abbas, a universidade se uniu ao IEEE, o Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos, para explorar novas fronteiras nessa tecnologia em rápido desenvolvimento. O anúncio foi feito na sexta-feira (24), e promete trazer novidades bastante relevantes.
Cláudia, que é a coordenadora do Núcleo de Blockchain da UnB, destacou que essa colaboração expande a atuação da universidade em um campo que vai além das criptomoedas. O objetivo é usar o blockchain para criar sistemas que ofereçam mais transparência e segurança em áreas essenciais, como saúde, governança e logística.
Com um histórico de excelência em pesquisa, a UnB se reinventa ao integrar suas atividades com normas e diretrizes globais. Ao fazer isso, a instituição não apenas consome informações, mas também se posiciona como uma referência na criação de padrões internacionais. O que se destaca aqui é a intenção de aplicar rigor científico em um setor que, muitas vezes, é visto apenas sob a ótica das criptomoedas.
Como funcionam as pesquisas do UnBChain?
O UnBChain não é um núcleo de pesquisa comum; ele se dedica a conectar a teoria com a prática. O trabalho envolve a colaboração entre o governo, a indústria e a academia. A ideia é pegar desafios complexos que a sociedade enfrenta, como a falta de transparência em processos públicos ou insegurança no compartilhamento de dados, e desenvolver soluções eficazes utilizando blockchain.
O funcionamento se dá por meio de parcerias estratégicas. Um órgão público ou uma empresa apresenta um problema específico, e, a partir disso, equipes formadas por professores e alunos de várias áreas — como Engenharia, Ciência da Computação e Direito — se juntam para desenvolver soluções. O modelo segue uma abordagem prática, que envolve o estudo do problema, o desenvolvimento de protótipos, testes de viabilidade e validação da segurança e eficiência da solução.
Um exemplo prático é a criação de um sistema para contar passageiros em ônibus públicos, usando sensores e inteligência artificial para garantir que os dados sejam registrados de forma transparente na blockchain.
O que muda com a adesão ao IEEE?
A adesão ao IEEE representa uma mudança significativa para a UnB. Antes, a universidade era uma consumidora de tecnologia; agora, assume a função de “arquiteta” de padrões globais. Isso significa que a UnB passa a participar das discussões e decisões que moldam as normas que serão seguidas por organizações ao redor do mundo.
A UnB agora não apenas vê a evolução da tecnologia, mas ativamente contribui para a formulação das regras do jogo. Isso é um grande avanço na forma como a instituição atua na área de pesquisa.
Compartilhamento de estudos no IEEE
O IEEE é estruturado de maneira eficiente, e a conexão com o UnBChain ocorre por meio de comunidades técnicas que reúnem especialistas globais. Essas comunidades funcionam quase como redes sociais voltadas para a troca de conhecimento técnico.
No Grupo Local “IEEE Brasília Blockchain”, as soluções desenvolvidas pela UnB se transformam em contribuições para o debate global nas comunidades do IEEE. É uma troca proveitosa: o conhecimento produzido aqui se integra às normas que estão sendo criadas globalmente, e a comunidade em Brasília fica por dentro das últimas tendências do setor.
Além disso, a UnB tem forte presença em iniciativas regionais do IEEE, o que permite a realização de eventos, workshops e hackathons que trazem especialistas de fora e permitem uma troca rica de ideias.
Objetivos da UnB com essa parceria
A UnB traçou três objetivos claros com essa nova parceria. Primeiro, ela busca atrair investimentos em pesquisa e desenvolvimento, já que empresas e órgãos internacionais tendem a investir em centros que seguem padrões reconhecidos globalmente.
O segundo objetivo é a formação de uma nova geração de líderes técnicos. A UnB quer que seus alunos se tornem não apenas competentes, mas verdadeiros protagonistas no campo da tecnologia, com o respaldo do IEEE.
Por último, a adesão aos padrões internacionais fortalece as políticas públicas brasileiras. Com isso, a UnB se coloca como uma referência para uma transição digital mais segura e eficaz no governo, proporcionando uma base sólida para inovação.
Um dos maiores sonhos do UnBChain é ser reconhecido na América Latina como um núcleo que não só entende de blockchain, mas também estabelece normas de qualidade. Queremos que, quando alguém pensar em uma implementação segura e ética de tecnologias descentralizadas, o nome da UnB e a credibilidade do IEEE Brasília Blockchain sejam sinônimos de sucesso.





