XRP lidera volume na Coreia do Sul e fortalece posição regional
O XRP tem se destacado de forma impressionante no mercado sul-coreano, alcançando um volume de negociações que ultrapassou os US$ 1 trilhão em 2025. Esse crescimento fez com que o ativo superasse grandes nomes, como Bitcoin e Ethereum, nas principais exchanges da região. Nesse cenário, o preço do XRP se consolidou acima de US$ 2,70, com uma alta de 3,2% nas últimas 24 horas e um incrível avanço de 18,6% em uma semana. Esses números reforçam a força do XRP em um mercado global que ainda vive um momento de rotação de capital entre altcoins relevantes.
Nas últimas 24 horas, o volume global de negociações do XRP ultrapassou US$ 9,4 bilhões, com a Coreia do Sul respondendo por cerca de 22,39% desse total. Embora esse trend não seja uma novidade, o volume atual é notável, especialmente considerando a crescente participação de investidores institucionais e a busca por liquidez fora do eixo EUA-Europa. Para os investidores brasileiros, essa concentração de negociações na Coreia pode impactar a volatilidade e formar preços de forma mais intensa, refletindo também nas exchanges utilizadas aqui.
Por que o XRP se destaca nas exchanges sul-coreanas?
As exchanges sul-coreanas, como Upbit e Bithumb, abrigam uma base de traders bastante ativa em altcoins, com uma preferência histórica pelo XRP. A Upbit, por exemplo, registrou um volume de US$ 564 milhões em apenas 24 horas, com 16,04% desse total sendo exclusivamente em XRP. Em momentos de alta demanda, o volume horário chegou a impressionantes US$ 1,94 bilhão, superando momentaneamente tanto o Bitcoin quanto o Ethereum. Além disso, informações mostram que a Upbit detém quase o dobro das reservas de XRP em comparação à Binance, o que aumenta a liquidez local.
Essa predominância está ligada à percepção positiva em relação à regulação do XRP e à diversificação de usos do ativo, que está se expandindo para iniciativas dentro do universo DeFi, ou finanças descentralizadas.
Impactos técnicos no mercado global
Analisando do ponto de vista técnico, o XRP está negociando acima das médias móveis de 50 e 200 períodos, situadas em US$ 2,48 e US$ 2,12, respectivamente. O Índice de Força Relativa (RSI) marcando 62 pontos sugere uma forte pressão compradora, sem que o ativo entre em uma zona de sobrecompra. O MACD permanece positivo, o que indica uma possibilidade de continuidade no movimento de alta.
Os suportes mais relevantes estão em US$ 2,55 e US$ 2,32, e a resistência imediata aparece em US$ 2,96. A superação desse nível pode atrair ainda mais fluxo especulativo. Para o mercado global, essa concentração de volume em uma única região facilita a eficiência de preços, mas também traz a necessidade de se acompanhar o humor local, um aspecto essencial para traders brasileiros que operam em pares internacionais.
Quais são os riscos dessa concentração de volume?
Por mais que o cenário pareça favorável, a concentração excessiva de liquidez apresenta seus riscos. Mudanças na regulação do mercado sul-coreano de criptomoedas, ou restrições em grandes exchanges, podem levar a quedas abruptas de volume e a uma pressão vendedora significativa.
Adicionalmente, dados on-chain indicam que a oferta de XRP nas exchanges globais cresceu 1,8% no último mês, sugerindo um aumento potencial na oferta. Observações mostram que movimentos de grandes investidores, conhecidos como “baleias”, acima de 10 milhões de XRP, também aumentaram, o que historicamente antecede períodos de volatilidade.
A força do XRP na Coreia do Sul é um indicativo da sua relevância como um ativo de alta liquidez, mas isso exige uma análise cuidadosa do risco. Para quem investe no Brasil, acompanhar os fluxos regionais e os níveis técnicos é fundamental para entender as próximas alternativas do mercado.





