Testnet do Bitcoin Quantum é lançada com segurança quântica
A BTQ Technologies Corp. deu um passo interessante no mundo das criptomoedas ao lançar, na última segunda-feira (12), a testnet chamada Bitcoin Quantum. Essa novidade se apresenta como o primeiro fork do protocolo original, projetado para resistir a ataques de computadores superpotentes.
O Bitcoin Quantum funciona de maneira totalmente independente da rede original. A grande sacada aqui é que ele troca ativos vulneráveis por algoritmos de criptografia pós-quântica. Isso significa que a nova rede busca aumentar a segurança dos usuários frente às futuras ameaças que a computação quântica pode trazer.
O Olivier Roussy Newton, CEO da BTQ, comentou que o lançamento é uma medida preventiva. Ele ressalta que a ideia é criar “um ambiente aberto onde toda a indústria possa testar e aprimorar soluções robustas antes que elas falhem”. E não é à toa que esse movimento acontece exatamente 17 anos depois da mineração do bloco que deu início a tudo, o famoso bloco gênesis criado por Satoshi Nakamoto.
Embora especialistas brasileiros, como o Narcélio Filho, acreditem que uma grande mudança no Bitcoin ainda está longe, com previsão para 2026, é fundamental que as preparações comecem desde já. Mudar o código principal do Bitcoin é um processo longo e complexo.
A BTQ também busca preencher uma lacuna com essa nova rede de prova de trabalho enquanto a comunidade debate as atualizações de segurança necessárias. Apesar do esforço inovador, alguns puristas do Bitcoin têm críticas. Eles veem a criação da Bitcoin Quantum como mais uma “shitcoin” tentando se aproveitar do nome “bitcoin”.
Nova criptografia reconhecida como pós-quântica pelos Estados Unidos
Um dos principais diferenciais da Bitcoin Quantum é a adoção do algoritmo ML-DSA, que substitui o método ECDSA usado tradicionalmente. Essa nova estrutura de segurança, com 128 bits, já recebeu aprovação do governo dos Estados Unidos, garantindo mais robustez.
A participação na testnet é aberta, convidando mineradores a testarem as capacidades da nova rede. Um ponto importante é que a Delphi Digital estima que cerca de 6,26 milhões de BTC estão expostos a riscos porque suas chaves públicas estão vulneráveis.
Essa mudança é estratégica porque a complexidade da nova criptografia faz com que as medições pós-quânticas sejam significativamente maiores. Isso pode variar de 38 a 72 vezes o tamanho de uma amostra padrão. Para lidar com esse aumento de dados sem prejudicar a fluidez das transações, a Bitcoin Quantum aumentou o limite de tamanho do bloco para 64 MiB, garantindo assim uma capacidade de processamento adequada para operações seguras.
É importante lembrar que esse projeto não é apenas uma atualização. Ele funciona como uma rede e um token independentes, com seu próprio explorador de blocos e pool de mineração. A BTQ Technologies tem planos de acumular novos tokens da Bitcoin Quantum através de impostos gerados pelo processamento de blocos, refletindo estratégias de adoção que já são usadas por instituições no mercado.




