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Ano de 2025 termina com 11 milhões de criptomoedas extintas

O ano de 2025 ficou marcado pelo recorde em perdas no mundo das criptomoedas. Um total impressionante de 11,5 milhões de tokens foi considerado “morto” — isso quer dizer que esses ativos não tinham função alguma a não ser a especulação. Um verdadeiro mar de “shitcoins” que desapareceram rapidamente.

Essas informações vêm de um relatório divulgado pelo CoinGecko, que destacou que em 2024 já haviam sido registrados 1,3 milhão de tokens mortos. O salto foi significativo e nada encorajador, não é mesmo?

Um dos fatores que contribuiu para essa “morte” em massa é a facilidade de criação de novos tokens, especialmente em plataformas como Tron e Solana. Nesses locais, existem fábricas de memecoins, como a Pump.Fun, que lança milhares de novos tokens a cada meme que faz sucesso na internet.

Estatísticas alarmantes

Os números falam por si. Veja como as mortes de criptomoedas aumentaram ao longo dos anos:

  • 2021: 2.584 tokens
  • 2022: 213.075 tokens
  • 2023: 245.049 tokens
  • 2024: 1.382.010 tokens
  • 2025: 11.564.909 tokens

Em média, quase 1 milhão de criptomoedas faliram por mês em 2025. Isso representa 86% das mortes de altcoins desde 2021. Para quem investiu em moedas sem fundamentos, foi um alerta financeiro sério.

Além disso, no último trimestre de 2025, um colapso específico fez com que 7,7 milhões de tokens deixassem de existir. Essa intensa queda foi atribuída a um evento em outubro, quando US$ 19 bilhões em posições alavancadas foram liquidadas em apenas 24 horas. Um dia histórico, sem dúvida, pela desvalorização drástica.

Curiosamente, o Bitcoin, por outro lado, conseguiu se destacar ao não registrar nenhuma morte pública nesse mesmo ano. Muitos começaram a vê-lo como uma reserva de valor, mesmo enfrentando suas próprias desvaloriz ações.

As consequências da criação excessiva

Billy Markus, o criador da Dogecoin e figura conhecida no mundo das criptomoedas, expressou sua preocupação. Ele mencionou que muitos investidores estão desanimados em 2026 e atribui a culpa à inundação de novas criptomoedas. A sensação é de que a comunidade cripto, que já foi vibrante, está se fragmentando e perdendo a essência.

Markus comentou que a quantidade absurda de novas memecoins e tokens está gerando um verdadeiro ruído no mercado, dificultando discussões mais relevantes e interessantes.

Ele enfatizou uma “matemática simples”: não há dinheiro e atenção suficientes para sustentar a avalanche de novos tokens que surgem todos os meses. Isso leva a um cenário em que muitos projetos sem valor acabam sendo esquecidos rapidamente.

Ao final do dia, o que fica é uma reflexão sobre a volatilidade do mercado e a necessidade de olhar com atenção para os investimentos em criptomoedas.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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