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Casa Branca deve avançar com lei cripto CLARITY esta semana

A Casa Branca confirmou uma reunião importante marcada para 10 de fevereiro. O encontro reunirá executivos do setor bancário e líderes do mercado de criptomoedas. O objetivo? Destravar a Lei CLARITY, que está empacada no Senado americano. Enquanto isso, o Bitcoin (BTC) está sendo negociado na casa dos US$ 60.000, ou cerca de R$ 348.000. O clima é de expectativa, pois a resolução desse impasse pode ser chave para o setor cripto.

Nos últimos meses, a situação se complicou. A Comissão Bancária do Senado teve várias reuniões adiadas e, agora, a intervenção da Casa Branca busca mediar a tensão entre os bancos tradicionais e as empresas de cripto. Para os investidores brasileiros, a situação é ainda mais relevante. A legislação americana tende a definir padrões globais que podem afetar o fluxo de capital e os valores dos ativos digitais nas corretoras locais.

O que impede a aprovação da lei CLARITY nos EUA?

O principal entrave para a Lei CLARITY é a disputa em torno das stablecoins. Os bancos americanos temem que stablecoins que oferecem rendimento aos clientes possam drenar depósitos do sistema bancário tradicional. Por outro lado, empresas como a Coinbase argumentam que essas stablecoins são essenciais para inovação e concorrência no setor financeiro.

Fontes próximas às negociações sugerem que, para os bancos apoiarem a lei, podem exigir duras restrições às recompensas em stablecoins. Com o aumento de atividades ilícitas envolvendo criptomoedas, a urgência de uma regulação clara se torna ainda mais evidente. A reunião de fevereiro é crucial para decidir se os detentores de stablecoins poderão continuar a receber rendimentos semelhantes aos juros bancários.

Neste contexto, estamos vendo uma diferença significativa nas abordagens regulatórias: enquanto os EUA buscam criar um ambiente mais favorável ao mercado, o Reino Unido está aumentando suas regulamentações, criando um cenário complicado para as empresas que tentam navegar nesse mar de legislações.

Lei CLARITY destrava investimentos institucionais

A aprovação da Lei CLARITY é vista como um sinal verde para a entrada de grandes investidores institucionais no mercado cripto. A legislação deve deixar claro quais ativos são considerados commodities e quais são valores mobiliários, o que tira a incerteza jurídica que afasta grandes fundos de investimento.

Um dos impactos esperados é a aceleração de produtos regulados como os ETFs, o que pode ampliar a adoção institucional das criptomoedas. O mercado já começa a precificar uma onda de otimismo, mas a confirmação da lei traria a infraestrutura legal necessária para o desenvolvimento de novos produtos e a tokenização de ativos.

Recentemente, a decisão favorável da Ripple e a proposta da Lei CLARITY sinalizam um caminho mais claro para a classificação de ativos cripto nos EUA, que pode beneficiar todo o setor.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para os investidores no Brasil, as consequências são diretas. A proibição de rendimentos em stablecoins nos EUA pode impactar globalmente os programas de “Earn” oferecidos por exchanges que operam aqui. Se empresas americanas não puderem mais oferecer juros em stablecoins como o USDC, a liquidez desses produtos pode cair significativamente.

Além disso, o Banco Central do Brasil está de olho nas diretrizes internacionais. Se os EUA seguirem por um caminho restritivo com as stablecoins, isso pode influenciar o BC a adotar regras semelhantes, priorizando a utilidade do DreX (Real Digital) em detrimento de stablecoins estrangeiras.

Quais são os riscos desse impasse?

O maior risco desse cenário é a inovação ser severamente afetada. Se a lei for aprovada com concessões que restrinjam as recompensas, o setor de Finanças Descentralizadas (DeFi) pode sentir um golpe duro, forçando desenvolvedores a buscar ambientes mais amigáveis para seus projetos.

Além disso, há riscos de flutuações no mercado. Se a reunião de fevereiro não levar a um acordo e a votação no Senado for adiada novamente, isso pode desestabilizar o preço do Bitcoin, que pode acabar testando novos suportes abaixo dos US$ 60.000.

Portanto, esta semana é essencial para definir a estrutura do mercado nos próximos anos. Um acordo na Casa Branca pode reforçar a ideia de que as criptomoedas são uma classe de ativos validada, mas os investidores devem estar preparados para possíveis concessões em relação aos rendimentos passivos.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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