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BTC recua abaixo de US$ 63 mil e indica maior volatilidade

O Bitcoin (BTC) começou a semana enfrentando uma forte pressão vendedora, perdendo a marca de US$ 63.000. Isso acendeu um alerta para os traders que observam as oscilações do mercado. Agora, a criptomoeda está sendo negociada em torno de US$ 62.850 (cerca de R$ 364.500), expandindo suas perdas em um cenário macroeconômico complicado, principalmente devido a novas tarifas comerciais nos Estados Unidos. Isso levanta a interrogação: será que o Bitcoin já encontrou seu fundo ou a situação pode piorar ainda mais?

O que está acontecendo?

Para entender, é preciso considerar o contexto atual. O mercado está lidando com um misto de incertezas, incluindo tensões geopolíticas e um clima de aversão ao risco no setor de tecnologia. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas temporárias de 15% sobre algumas importações, criando um impacto que se espalhou das bolsas de valores para os criptoativos. O Bitcoin já estava apresentando sinais de fraqueza, e esses eventos pioraram ainda mais a busca por liquidez, com investidores se afastando de ativos mais arriscados.

Além disso, a questão da correlação com as ações, principalmente no setor de inteligência artificial — que também tem enfrentado correções — tem afetado bastante o sentimento do mercado. O vice-presidente da Kraken, Matt Howells-Barby, comparou a situação atual com uma retração similar que ocorreu em abril de 2025. Para ele, o nível dos US$ 60.000 se tornou um suporte psicológico importante para os investidores, que agora precisam defendê-lo para evitar uma queda ainda maior.

Níveis técnicos a serem observados

A análise técnica sugere que o cenário é delicado. Historicamente, os fundos no mercado de Bitcoin tendem a se formar somente após a média móvel de 50 semanas cruzar para baixo a média de 100 semanas, um padrão conhecido como cruzamento de baixa. Atualmente, estamos longe desse sinal, o que indica que pode haver espaço para mais quedas antes que um fundo definitivo seja alcançado.

Nesse contexto, o teste do suporte em US$ 60.000 é crucial. Se esse nível for perdido, a próxima parada pode ser em torno de US$ 50.000. Os traders devem ficar atentos aos seguintes pontos:

  • Suporte Imediato: US$ 60.000 (aproximadamente R$ 348.000) — Essa é a “linha na areia” para os compradores.
  • Suporte Crítico: US$ 50.000 (cerca de R$ 290.000) — Um alvo técnico caso a tendência histórica continue.
  • Resistência Principal: US$ 66.000 (cerca de R$ 382.800) — Esse nível precisa ser reconquistado para derrubar as expectativas de queda imediata.

Estudos indicam que o cruzamento de baixa foi o sinal que marcou o fim dos mercados de baixa em 2018 e 2022. A falta desse sinal atualmente sugere que a paciência será necessária, e é crucial ficar de olho nas próximas semanas para evitar uma baixa prolongada.

Impacto para o investidor brasileiro

Para os investidores brasileiros, o momento pede cautela e uma boa gestão de risco. Apesar da desvalorização do real frente ao dólar, que poderia, em teoria, amenizar a queda nominal do preço em reais, a volatilidade do Bitcoin é o fator mais relevante. Esse não é um bom momento para arriscar mais do que o necessário; tentar adivinhar o fundo do poço é uma estratégia arriscada.

A estratégia recomendada continua sendo a compra fracionada, conhecida como DCA (dollar-cost averaging). Se o Bitcoin estiver se aproximando de uma zona de compra para o próximo ciclo, dividir as entradas é uma forma de aproveitar a volatilidade, sem colocar todo o capital em um único nível de preço. Com a possibilidade de o suporte de US$ 60.000 falhar, aqueles que mantiverem liquidez terão melhores oportunidades em patamares mais baixos.

O Bitcoin se encontra, de fato, em uma situação crítica. A barreira dos US$ 60.000 é o ponto chave entre a atual consolidação e uma correção que poderia levar a um valor perto dos US$ 50.000. Ficar atento ao fechamento semanal e ao comportamento das médias móveis de longo prazo é fundamental, pois o histórico mostra que os momentos de dor muitas vezes precedem uma verdadeira recuperação.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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