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ZkSync termina versão Lite em maio e foca na Era

A equipe de desenvolvimento do protocolo ZKsync anunciou que a rede ZKsync Lite será descontinuada a partir do dia 4 de maio. Essa decisão vem para concentrar todos os esforços no projeto ZKsync Era e no ZK Stack. A rede Lite, lançada em 2020 como uma opção para pagamentos rápidos, será congelada. Assim, os saldos finais não poderão ser alterados depois que a rede for desligada. Atualmente, o token ZK está sendo negociado por cerca de US$ 0,13 (ou aproximadamente R$ 0,79), e essa mudança busca reforçar a liquidez e a segurança em uma infraestrutura mais robusta.

O que está por trás dessa mudança?

Para simplificar, essa decisão da ZKsync é como uma empresa de tecnologia que desliga um servidor antigo. O objetivo é migrar todos os usuários para uma infraestrutura mais moderna. A ZKsync Lite era focada apenas em transferências simples e na criação de NFTs, sem oferecer suporte a aplicativos complexos, como contratos inteligentes. Por outro lado, a ZKsync Era representa uma evolução significativa, funcionando como um sistema completo que é compatível com todo o ecossistema Ethereum.

Esse movimento é parte de uma tendência crescente de maturidade no setor de soluções de segunda camada. Manter duas redes ativas poderia dividir a atenção dos desenvolvedores e fragmentar a liquidez. Ao descontinuar a versão Lite, a Matter Labs, responsável pelo protocolo, redireciona os recursos para onde realmente está a inovação. Essa reestruturação técnica também se alinha a um plano mais abrangente de atualizações da Ethereum Foundation, que já divulgou um cronograma de sete forks até 2029, necessitando que as soluções de escalabilidade acompanhem essa trajetória.

Além disso, ao forçar essa transição, a ZKsync elimina a confusão para novos usuários, que muitas vezes não sabiam qual versão da rede utilizar. A ideia é criar um ambiente mais coeso, semelhante a outras mudanças observadas no mercado, como a decisão da Coinbase de se afastar do OP Stack da Optimism em busca de maior eficiência.

Quais dados e fundamentos são relevantes?

Veja alguns dados importantes sobre essa transição:

  • Data de encerramento: As atividades na ZKsync Lite vão parar em 4 de maio. Após essa data, a rede será congelada, mas uma API somente de leitura continuará funcionando por pelo menos um ano, permitindo consultas de dados.

  • Volume afetado: De acordo com informações do L2BEAT, cerca de US$ 33,9 milhões (próximo a R$ 205 milhões) ainda estão na ponte da ZKsync Lite. Isso inclui US$ 24,9 milhões em stablecoins e US$ 8,4 milhões em ETH.

  • Migração de fundos: A equipe destacou que os fundos não sacados até o prazo ainda poderão ser reivindicados. A recuperação pode ser mais trabalhosa do que uma retirada direta, mas ainda assim é viável.

  • Desempenho das redes: A ZKsync Lite está lidando com menos de 300 transações diárias e possui funcionalidades limitadas, enquanto a ZKsync Era já processa milhares de transações e tem uma parcela significativa do total de valor bloqueado (TVL) e atividade no setor DeFi, competindo em um mercado onde a rede Base se destaca em áreas como SocialFi e IA.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para quem investe no Brasil, o primeiro passo é checar se ainda tem algum saldo na ZKsync Lite. Muitos usuários usaram essa rede entre 2021 e 2023 para realizar airdrops ou pagamentos mais baratos em ETH. Se você tem Ether ou stablecoins (como USDC ou USDT) nessa rede, a recomendação é transferi-los para a ZKsync Era ou retirá-los para a rede principal do Ethereum antes do dia 4 de maio. Corretoras como o Mercado Bitcoin, além de opções internacionais, já estão se adaptando para facilitar depósitos pela versão Era, mas é crucial não enviar fundos da Lite para contas de corretoras depois que a rede for desligada.

Do ponto de vista econômico, essa mudança pode gerar uma volatilidade inicial para o token ZK, que está cotado em torno de R$ 0,79, já que o mercado precisa assimilar o fim de uma utilidade antiga do ecossistema. Porém, essa reestruturação pode ser vista como algo necessário. Num cenário em que Ethereum busca se adaptar e crescer, estar alinhado a protocolos que atualizam suas infraestruturas é um movimento que tende a oferecer mais segurança a longo prazo.

Riscos e o que ficar de olho

A maior preocupação imediata é com a segurança do usuário, especialmente em relação a golpes de phishing. Algumas pessoas mal-intencionadas podem tentar se aproveitar do fim da Lite criando sites falsos de “migração de emergência”, onde pedem que você conecte sua carteira e assine transações prejudiciais. Por isso, é essencial usar apenas as pontes oficiais da ZKsync ou interfaces de carteiras de confiança, como Rabby ou MetaMask, ao mover seus fundos.

Fique atento também à liquidez do token ZK e ao total de valor bloqueado (TVL) da rede Era após a migração. Se surgirem dificuldades técnicas durante o processo de resgate dos fundos após maio, isso pode gerar descontentamento entre os usuários. Mantenha-se informado através dos canais oficiais da ZKsync no X (antigo Twitter) e Discord para quaisquer atualizações sobre as ferramentas de migração.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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