Bitcoin se estabiliza em US$ 68 mil após rali e tensão no Irã
O mercado de criptomoedas chegou a este sábado (7) em um momento de expectativa. O preço do Bitcoin (BTC) está na faixa de US$ 68.003, com uma queda de 2,93% nas últimas 24 horas. No Brasil, a cotação média está em R$ 358.825,43 nas corretoras nacionais.
Esse cenário é reflexo direto da situação delicada no Irã, além de uma fase de realização de lucros após a volatilidade intensa dos primeiros dias de março. No final de fevereiro, o Bitcoin teve uma queda brusca, atingindo US$ 63 mil, em meio ao pânico gerado pelos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.
Nos primeiros dias de março, houve uma recuperação rápida, causada por um short squeeze, que empurrou o valor de volta para US$ 74 mil. No entanto, essa recuperação encontrou obstáculos devido a dados econômicos fracos nos Estados Unidos e uma saída de capital institucional.
Comportamento do RSI e o momento neutro
O Índice de Força Relativa (RSI), que ajuda a medir a força das oscilações dos preços, aponta para um cenário neutro. O RSI de 14 períodos está em 46,22, indicando que o mercado está em consolidação. Já o RSI de 7 dias está na casa de 48,37, sugerindo um enfraquecimento no movimento de curto prazo.
O alívio que veio após os ataques no Irã já passou por uma correção, fazendo com que os investidores adotassem uma postura cautelosa. Neste momento, não há sinais claros de sobrecompra ou sobrevenda dos ativos.
Médias Móveis
Analisando as médias móveis simples, notamos que o mercado está passando por uma fase de compressão, mas ainda não chegou aos picos do passado. O preço do Bitcoin está perto da Média Móvel de 7 dias, que é US$ 68.784, e logo acima da Média Móvel de 30 dias em US$ 67.907. Essa configuração indica uma possível base de suporte de curto prazo.
Por outro lado, a Média Móvel de 200 dias está bem acima da cotação atual, em torno de US$ 95.895. Esse distanciamento sugere que a alta que levou o Bitcoin a mais de US$ 120 mil em 2025 ainda não sofreu uma reversão completa, deixando o mercado em recuperação dentro de um amplo processo de correção.
Zonas de Suporte do Bitcoin e Resistência de Fibonacci
O panorama da liquidez apresenta limites claros para os operadores. Utilizando Fibonacci entre a mínima de US$ 60.074 e o topo de US$ 74.051, é possível visualizar as áreas de resistência e suporte.
O Bitcoin precisa romper a resistência imediata de US$ 68.712 (Fibo de 38,2%) e a zona de pivô em US$ 69.090. Superar a faixa psicológica entre US$ 70 mil e US$ 72 mil é crucial para que o preço possa testar novos topos, abrindo caminho para buscar US$ 77,8 mil e US$ 82,6 mil.
Na parte inferior, o primeiro suporte está em US$ 67.063 (Fibo de 50%), com um suporte mais robusto em US$ 65.414. A quebra desse nível, com um volume alto de venda, pode levar o preço a regiões de pânico, como US$ 63 mil e US$ 60 mil, que foram testadas na tensão militar da semana anterior.
Derivativos, liquidações e fluxo de corretoras de criptomoedas
O volume de negociação mostra um forte domínio da especulação alavancada. A relação entre o mercado à vista e os contratos perpétuos está em 0,22. Isso significa que, para cada dólar negociado na compra física do Bitcoin, há cerca de cinco dólares apostados em derivativos.
Essa alavancagem excessiva resultou na liquidação de 1,2 bilhão de dólares em contratos de Bitcoin nos últimos sete dias, com o volume de contratos em aberto (open interest) recuando para 379 bilhões de dólares.
A taxa de financiamento, que está levemente negativa, sugere que há mais posições de venda para proteção contra futuros choques de mercado. Além disso, o fluxo dentro das corretoras merece atenção. No dia 4 de março, por exemplo, foi registrada uma saída atípica de quase 32 mil Bitcoins de uma grande exchange. No total semanal, cerca de 47.700 moedas deixaram as plataformas centralizadas.
Esse encolhimento da oferta imediata para venda, em contraste com o fluxo instável dos ETFs, cria um ambiente propício para movimentos bruscos de preço dentro do intervalo de US$ 65 mil a US$ 72 mil.





