Coaf discute regulação de criptomoedas com Parlamento Europeu
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) promoveu uma reunião interessante dia 27 de setembro, em Brasília, com representantes do Parlamento Europeu e da União Europeia (UE). O foco principal desse encontro foi a colaboração internacional no combate a crimes financeiros que cruzam fronteiras, com um olhar especial para a lavagem de dinheiro.
Os participantes discutiram a importância de bloquear as fontes de financiamento do terrorismo entre nações. Um ponto que surgiu nas conversas foi a necessidade de um fluxo rápido de informações sobre transações. Isso é fundamental para as jurisdições enfrentarem fraudes cada vez mais sofisticadas.
Cooperação internacional debate regras do mercado de criptomoedas no Brasil
Durante a reunião, os delegados da UE fizeram perguntas diretas sobre como o Brasil trata a prevenção de crimes financeiros, especialmente em relação aos criptoativos. Eles estavam curiosos sobre o tratamento regulatório e as operações relacionadas a essas moedas digitais.
Recentemente, o Brasil tem avançado em suas regras para o setor de criptomoedas. As autoridades brasileiras apresentaram as normas que se aplicam aos prestadores de serviços dessa área. A ideia é garantir mais transparência para as empresas do setor e facilitar a supervisão pelos órgãos competentes. Afinal, regras mais claras ajudam a manter tudo em ordem.
Funcionamento prático do sistema Pix atrai curiosidade de parlamentares estrangeiros
Outro tema que gerou curiosidade foi o funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos, o Pix. Os representantes europeus buscaram entender como essa ferramenta funciona na prática e como os valores são transferidos em tempo real.
O grupo questionou sobre como o Brasil troca informações relacionadas a suspeitas de atividades financeiras. Para que isso funcione, é essencial que exista uma comunicação eficaz entre os países, tornando os canais de informação cada vez mais ágeis.
Além disso, a transparência na identificação dos beneficiários finais das empresas também foi um tópico importante. Essa medida ajuda a prevenir que pessoas ocultem lucros provenientes de atividades ilícitas.
O presidente do Coaf, Ricardo Saadi, participou do encontro ao lado de outros líderes brasileiros. A diretora de articulação internacional, Elizabeth Cosmo, auxiliou na condução das apresentações. Juliana Petribú, diretora de supervisão do Coaf, também integrou a equipe local.
Do lado europeu, a delegação incluiu membros da subcomissão de assuntos fiscais e foi liderada pelo chefe adjunto da UE no Brasil, Jean-Pierre Bou. Eles estavam acompanhados por Kalin Ivanov, conselheiro da UE no Brasil, além de outros dezessete integrantes da comitiva. Dessa forma, o evento reforçou a importância do diálogo e da cooperação entre os países na luta contra crimes financeiros.





