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UNICEF apresenta projeto em Heliópolis com blockchain na TokenNation

Durante um painel intitulado “UNICEF e TokenNation apresentam Blockchain pelas crianças”, Felipe Gonzalez, representante do UNICEF, compartilhou como a organização tem utilizado a tecnologia blockchain em suas iniciativas voltadas ao impacto social desde 2017.

Felipe explicou que as primeiras experiências do UNICEF com blockchain foram focadas em projetos-piloto ao redor do mundo, principalmente em situações de emergências humanitárias. A ideia era usar a tokenização de identidades para ajudar a rastrear a movimentação de pessoas deslocadas e facilitar a entrega de suprimentos essenciais nos momentos de crise.

Em 2019, a conexão com a Ethereum Foundation levou o UNICEF a aprofundar suas atividades com blockchain, resultando na criação do primeiro fundo em criptomoedas dentro das Nações Unidas. Essa experiência não apenas permitiu a arrecadação de recursos, mas também ajudou a equipe operacional da fundação a desenvolver suas habilidades técnicas.

Atualmente, Felipe comentou que o UNICEF apoia 23 projetos que utilizam soluções baseadas em blockchain, impactando diretamente 31 milhões de vidas em 159 países.

No Brasil, a parceria entre o UNICEF e a TokenNation começou em 2024 com a elaboração de um protótipo de ações de blockchain voltadas para as crianças na comunidade de Heliópolis, em São Paulo. O projeto, parte do programa Helipa Games, envolveu o desenvolvimento de jogos liderados por meninas da região e culminou em um festival de games realizado em 2025.

Felipe disse que o UNICEF analisa o uso do blockchain através de três perspectivas principais: auditabilidade, código aberto e escala. A primeira diz respeito à transparência, permitindo que se acompanhe o impacto dos investimentos nas iniciativas sociais.

Ele esclareceu que a primeira lente envolve sistemas auditáveis, que ao utilizar contratos inteligentes e tokenização, possibilitam rastrear o impacto financeiro. Isso aumenta a confiabilidade das soluções.

A segunda lente é a de soluções abertas, que são adaptáveis conforme os desafios locais. Isso significa que essas soluções podem ser personalizadas para se ajustarem às necessidades específicas de cada território.

Por último, a capa de escala se relaciona com o fortalecimento de infraestruturas digitais públicas. Felipe ressaltou a importância de fazer projetos que possam ser ampliados, priorizando a proteção das comunidades.

O objetivo geral do UNICEF é empregar essas tecnologias inovadoras em benefício das crianças, criando soluções que aumentem a transparência, se adaptem às demandas locais e tenham potencial de crescimento.

Em Heliópolis, o projeto evoluiu para a formação de agentes de inovação comunitária. Essas meninas, que antes estavam envolvidas no desenvolvimento dos jogos, agora lideram iniciativas junto a suas famílias e comunidades, assumindo um papel ativo na inovação local.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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