Coreia do Sul prende 56 por lavagem de dinheiro com criptomoedas
As autoridades da Coreia do Sul realizaram uma grande operação nesta terça-feira (16), prendendo 56 pessoas. Dentre elas, 23 são acusadas de lavagem de dinheiro ligada a esquemas de criptomoedas no Camboja, enquanto outras 33 foram presas por envolvimento em operações ilegais de câmbio.
Essas investigações revelaram um cenário preocupante: mais de 11.300 contas foram analisadas em 265 casos de golpes de phishing e investimentos fraudulentos. O prejuízo estimado chega a 25,7 bilhões de won, o que equivale a cerca de R$ 86,9 milhões. O Camboja, assim como outras nações do Sudeste Asiático, ganhou notoriedade como um dos lugares onde esses esquemas operam, afetando pessoas em todo o mundo. O governo dos Estados Unidos já havia tomado medidas contra esses grupos, e o Ministério Público Federal do Brasil também denunciou casos de tráfico humano na região.
Ação da Coreia do Sul revela prisões, mas líder do esquema continua solto
De acordo com a mídia local, as operações de lavagem de dinheiro começaram em fevereiro de 2024. O esquema funcionava através do envio de criptomoedas entre corretoras, tanto sul-coreanas quanto estrangeiras. Com essa análise das contas, foi possível identificar 265 casos de fraudes que resultaram em prejuízos significativos.
Os 23 detidos até agora são considerados peças-chave na organização criminosa que explorava esses golpes no Camboja. Porém, ainda há um terceiro membro do grupo, cujo nome não foi revelado, que permanece foragido e teve seu nome incluído na lista de Alerta Vermelho da Interpol. Além disso, outros 33 suspeitos foram presos por trocar criptomoedas pela moeda local para turistas, todos acusados de violar a Lei de Câmbio do país. O total das transações ilegais realizadas por eles é de 6,3 bilhões de won, equivalente a cerca de R$ 21,3 milhões.
Golpes de criptomoedas no Sudeste Asiático chamam atenção global
Os golpes que ocorrem no Sudeste Asiático atraem cada vez mais a atenção global. Esses golpistas são conhecidos por atraírem vítimas através de falsas promessas de emprego, mas, uma vez na região, as pessoas se veem forçadas a trabalhar em esquemas fraudulentos e ficam sem a liberdade de deixar o lugar.
No cenário regional, a China já condenou cinco líderes desses centros a penas severas, chegando a aplicar a pena de morte. Recentemente, o governo de Myanmar também propôs castigos semelhantes para crimes relacionados a esses golpes. O combate a esses esquemas ainda é um desafio e a vigilância das autoridades continua sendo fundamental.





