Polícia Civil prende foragido por sequestro de investidor de bitcoin
Na segunda-feira (15), a Delegacia de Investigação de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) deu um importante passo ao prender um homem foragido de Rondônia em Florianópolis. Ele tinha penas a cumprir por extorsão, especificamente ligada ao roubo de criptomoedas, um tema que vem ganhando cada vez mais atenção.
Os policiais civis estavam em ação para auxiliar um cumprimento de mandados em Araçatuba (SP). Durante as buscas, conseguiram localizar este homem que estava sendo procurado por crimes com o uso de armas. Após diligências na região litorânea, os oficiais conseguiram capturá-lo. Logo em seguida, ele foi encaminhado ao complexo prisional, onde vai cumprir a pena determinada pela Justiça de Porto Velho (RO).
Prisão encerra fuga após condenação por sequestro de investidor de bitcoin
Esse caso remonta a um crime que aconteceu em 2019, quando um trader foi vítima de um roubo que envolveu não apenas ameaças, mas sequestro. O Ministério Público de Rondônia processou os autores, e em 2021, o juiz determinou uma pena de 20 anos de prisão para o mandante, conhecido como Elcione. Seu comparsa, Helton, recebeu 16 anos de reclusão. O tribunal também impôs multas em razão dos danos causados. Uma terceira pessoa envolvida no caso foi absolvida por falta de provas.
Falsa amizade resultou em plano de sequestro para roubo de bitcoin
A história do crime começa com uma solicitação de ajuda do investidor, Arcilio, a Elcione. Os dois tinham uma amizade que durava mais de 20 anos. Ele procurou Elcione para resolver umas pendências no trânsito, mas a situação rapidamente se transformou em um pesadelo. Durante a conversa, homens encapuzados invadiram o local, renderam Arcilio e o levaram para uma área rural.
Uma vez lá, a vítima foi amarrada em uma árvore e agredida por várias horas. Os sequestradores exigiam informações sobre as chaves de acesso às criptomoedas, mas a extorsão não teve sucesso — o aplicativo que ele usava não tinha as senhas necessárias.
Vítima escapou do porta-malas e acionou socorro
Além de tentar acessar as criptomoedas, os criminosos roubaram outros bens, incluindo um cordão de ouro e R$ 3.500 em dinheiro. As ameaças de morte começaram logo após o ataque, com o objetivo de forçar Arcilio a retirar as queixas feitas à polícia. O grupo estava tão determinado que considerou invadir a casa dele, mas desistiu do plano ao perceber o risco de serem descobertos.
Os sequestradores mantiveram Arcilio preso no porta-malas do carro, onde decidiram os próximos passos. A situação se complicou quando, estacionando perto de um hospital em Porto Velho, Arcilio conseguiu abrir o porta-malas por dentro. Ele não pensou duas vezes e correu rapidamente em direção aos seguranças do hospital. Os vigilantes, percebendo a gravidade da situação, interviram e afastaram os agressores.
Poucas horas depois, a Polícia Civil assumiu o caso e, em pouco tempo, conseguiu identificar todos os participantes daquela emboscada. Com a prisão em Santa Catarina, essa história de crime e superação chega a um desfecho, com a justiça finalmente sendo feita em relação a um episódio tão violento envolvendo investimentos em criptomoedas.





