Estudo aponta principais medos de investidores em criptomoedas
Os usuários de criptomoedas têm seus altos e baixos, e uma pesquisa recente da Tangem, fabricante conhecida de carteiras de hardware, trouxe à tona alguns desses aspectos. A pesquisa ouviu cerca de 3.100 investidores e revelou os principais medos e percepções dos usuários no cenário cripto.
Um dos pontos mais chamativos é a lista dos cinco maiores receios dos investidores. Em primeiro lugar, a volatilidade do mercado, que preocupa 47% dos entrevistados. Em seguida, aparecendo como uma grande preocupação, estão os hacks em grandes corretoras, com 46%.
A pesquisa também mostra como o público enxerga a autocustódia, o que inclui a prática de guardar suas criptomoedas de forma segura, sem depender de terceiros. Muitos acreditam que esse modelo é essencial para a segurança e relevância das criptomoedas. Contudo, a realidade é diferente: 88% dos investidores ainda mantêm suas criptos nas corretoras, 34% em carteiras quentes e apenas 15% em carteiras frias.
Investidores acreditam que autocustódia é importante, mas a maioria deixa suas criptomoedas em corretoras
Apesar de 66% dos entrevistados admitirem que a autocustódia é importante, quando analisamos os usuários de carteiras frias, esse número salta para 83%. As justificativas variam. Muitos argumentam que ter controle total dos ativos é fundamental. Outros mencionam que a autocustódia é uma maneira de evitar depender de plataformas que podem ser vulneráveis.
Ainda assim, 46% dos participantes da pesquisa expressaram medo de roubos ligados a grandes corretoras. Além de se preocupar com a volatilidade, os usuários temem hacks, roubos gerais de segurança e até perder o acesso aos seus fundos. É uma situação curiosa: mesmo reconhecendo os riscos, a maioria prefere continuar usando as corretoras.
Por que investidores não estão usando carteiras de hardware?
Um ponto que a pesquisa levantou é o porquê da baixa adesão às carteiras de hardware, mesmo sendo uma das opções mais seguras. Muitos usuários simplesmente acham que não têm fundos suficientes para justificar esse investimento. Outros preferem a flexibilidade e a facilidade de uso das carteiras quentes ou das próprias corretoras.
Além disso, há quem acredite que essas carteiras, focadas na segurança e no armazenamento, não sejam as mais indicadas para traders ativos, que precisam de maior agilidade. É interessante, porém, notar que a maioria dos participantes afirma ter um conhecimento considerável sobre as carteiras.
No final das contas, a pesquisa mostra uma clara contradição na experiência dos usuários: eles valorizam a autocustódia, mas ainda dependem de intermediários para manter seus ativos seguros. É uma tensão que muitos investidores enfrentam no dia a dia, refletindo as complexidades do mundo das criptomoedas.



