Notícias

PF inicia operação Exchange contra lavagem de R$ 10 bilhões em cripto

A Polícia Federal (PF) deu início à Operação Exchange nesta sexta-feira (3). O objetivo da ação é desmantelar uma organização criminosa que se concentra na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. E, para complicar ainda mais, o grupo estaria utilizando criptomoedas nesse processo.

O que se sabe até agora é que os investigadores estão trabalhando em um sistema complexo para fazer circular esse dinheiro ilícito. Embora as autoridades ainda não tenham revelado quais criptomoedas foram utilizadas, tudo indica que elas foram parte fundamental das transações. Uma análise inicial das contas mostrou movimentações financeiras que ultrapassam a marca de R$ 10 bilhões.

A Justiça já autorizou o bloqueio de bens e de criptoativos dos suspeitos envolvidos nesse esquema fraudulento. Mais de 50 policiais federais entraram em ação para cumprir as ordens judiciais em São Paulo. No entanto, a PF não divulgou o nome de nenhuma corretora específica que possa ter cooperado com os criminosos. As investigações continuam em andamento.

Os agentes da PF estão cumprindo 13 mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Além disso, a operação envolve também 11 mandados de prisão temporária em cidades de São Paulo, como Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Todas essas ações foram autorizadas pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, que determinou o sequestro de valores que podem chegar a R$ 10,4 bilhões. O comunicado oficial da PF esclarece que os investigados usavam um sistema estruturado para movimentar recursos, fazendo transferências ilícitas de criptoativos e transportando valores em espécie.

Os criminosos utilizavam uma tática que misturava repasses entre pessoas físicas e jurídicas, tornando difícil rastrear a origem do dinheiro. Além disso, o grupo também realizava operações bancárias de alto valor para ocultar ainda mais seus movimentos financeiros.

Com esta operação, a PF espera reunir documentos e provas que ajudem a aprofundar as investigações sobre esse esquema criminoso.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo