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Baleias adquirem Chainlink com estreia de ETF nos EUA

Baleias de Chainlink (LINK) estão se movimentando bastante nesta semana, e isso coincide com a estreia de um novo ETF spot ligado ao ativo nos Estados Unidos. Apesar desse burburinho no mercado institucional, o preço do LINK caiu 1,2% nas últimas 24 horas, girando em torno de US$ 13,80. Essa queda reflete a pressão geral que o mercado está enfrentando. O interessante é que, ao mesmo tempo, ETFs de altcoins estão ganhando destaque, redirecionando investimentos além do Bitcoin.

O que mudou com o novo ETF de Chainlink?

O ETF da Bitwise, que pode ser encontrado sob o ticker CLNK na NYSE Arca, começou suas operações em 14 de janeiro, atraindo US$ 2,59 milhões em influxos líquidos logo na estreia e movimentando um volume de negociação de US$ 3,24 milhões. A taxa de administração é de 0,34% ao ano, mas, para incentivar a adesão, ela está zerada nos três primeiros meses, com um limite de US$ 500 milhões em ativos. Esse tipo de estratégia é bastante comum para facilitar a adoção de novos produtos. Atualmente, o fundo já acumulou US$ 5,18 milhões em patrimônio.

Com o lançamento do CLNK, os ETFs de LINK agora concentram cerca de US$ 95,87 milhões em ativos sob gestão, se aproximando do marco dos US$ 100 milhões. Para quem investe no Brasil, essa movimentação é relevante porque produtos regulados nos Estados Unidos tendem a aumentar a liquidez e a visibilidade do ativo, o que pode, por sua vez, influenciar o preço e a volatilidade mundial.

Acúmulo de baleias reduz oferta em exchanges

Observando os dados on-chain, percebemos que houve retiradas consideráveis de LINK das corretoras. Isso geralmente é um sinal positivo de acúmulo. Uma única carteira retirou 139.950 LINK da Binance, o que equivale a cerca de US$ 1,96 milhão, e já havia realizado uma retirada anterior de 202.607 LINK (cerca de US$ 2,7 milhões). Outra baleia também contribuiu para esse movimento, retirando 207.328 LINK, ou cerca de US$ 2,78 milhões, segundo informações da Onchain Lens.

Dados da Nansen mostram que os saldos de baleias aumentaram 1,37% na última semana, enquanto a oferta de LINK nas exchanges caiu 1%. Para quem faz trading por aqui, isso significa que há menos tokens disponíveis para venda, o que pode ajudar a sustentar os preços no médio prazo.

ETFs reforçam a narrativa institucional para altcoins

O ETF da Bitwise se junta ao produto da Grayscale (GLNK), que foi lançado em dezembro e já atraiu US$ 37,05 milhões no primeiro dia. Essa movimentação é parte de uma tendência maior de ETFs de altcoins que buscam ganhar espaço no mercado convencional, aumentando a base de investidores além do público tradicional de criptoativos.

Para a Chainlink, isso fortalece a ideia de que a rede fornece uma infraestrutura crucial. Ela é responsável por oráculos utilizados em finanças descentralizadas (DeFi), tokenização e até mesmo em finanças tradicionais. Essa maior adesão institucional pode sustentar uma demanda contínua por LINK a longo prazo.

Quais são os riscos no curto prazo?

Apesar do acúmulo das baleias, o gráfico diário do LINK ainda mostra motivos para cautela. O RSI está em torno de 44 pontos, abaixo da zona neutra, indicando um momentum fraco. O preço segue abaixo da média móvel de 50 dias, que está em US$ 14,60 e agora atua como uma resistência imediata.

Caso o LINK perca o suporte em US$ 13,50, podemos ver uma busca por US$ 12,80, que é uma mínima recente. Por outro lado, se houver um rompimento consistente acima de US$ 14,60, isso pode abrir caminho para testar a marca de US$ 15,80. Em um mercado tão sensível às movimentações institucionais e ao cenário econômico global, a volatilidade é algo para se observar de perto.

Em resumo, o crescente interesse institucional por meio dos ETFs e o acúmulo das baleias criam um cenário interessante para o LINK, mas o preço ainda reflete uma certa cautela no curto prazo. Para os investidores brasileiros, ficar de olho na oferta nas exchanges, nos fluxos de ETFs e nos níveis técnicos será crucial nos próximos dias.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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