BitMine expande staking e afeta fila de validadores do Ethereum
A BitMine Immersion Technologies fez um movimento significativo ao adicionar 186.560 ETH ao seu staking, elevando o total para impressionantes 1,53 milhão de ETH, que agora valem cerca de US$ 5,13 bilhões. Essa notícia chega em um momento em que o preço do Ether subiu 7% nas últimas 24 horas, alcançando US$ 3.375 na Coinbase, um pico que não era visto desde 10 de dezembro. Essa movimentação pode reforçar a narrativa de que mais empresas estão se interessando pelo Ethereum, especialmente em 2026, buscando lucros com o staking.
Na última semana, o preço do ETH teve uma alta de 9,4%, superando o desempenho do Bitcoin nesse mesmo período. Isso ocorre enquanto a fila de validadores continua sua trajetória de crescimento, refletindo um aumento no interesse institucional também, que pode ser percebido nos ETFs de Ethereum, que visam garantir rendimento e liquidez no mercado.
Para os investidores brasileiros, esse aumento no preço e a retirada de ETH do mercado levantam um ponto importante: uma oferta líquida menor pode ajudar a sustentar preços mais altos, mas também pode gerar obstáculos operacionais no staking.
O que está rolando no staking de Ethereum?
Basicamente, staking é o ato de bloquear ETH para validar transações na rede e, em troca, receber recompensas. A BitMine, segundo suas informações, controla cerca de 4% de todo o ETH em staking, em um total de mais de 35,5 milhões de ETH bloqueados, o que representa cerca de 29% do fornecimento total.
Conforme relatado pela BitcoinSensus, a BitMine possui mais de 4,16 milhões de ETH, dos quais 37% já estão em staking. Isso significa que há menos ETH disponível nas corretoras, algo que realmente importa, pois menos ETH em exchanges tende a reduzir a pressão vendedora a curto prazo.
Uma consequência disso é a fila de entrada de validadores, que cresceu para cerca de 2,3 milhões de ETH, a maior desde agosto de 2023. Para os novos participantes, isso significa que a espera para começar a ganhar retornos pode ser de semanas.
Demanda institucional e o futuro do mercado
O avanço da BitMine reflete uma tendência mais ampla onde o Ethereum está se tornando cada vez mais relevante em comparação ao Bitcoin, especialmente em termos de uso e investimento institucional. Grandes players como Lido e Binance já concentram cerca de 22% do ETH em staking, o que torna o mercado mais profissional.
No que diz respeito ao preço, o ETH está testando a resistência em US$ 3.400, que é o topo de um canal lateral formado nos últimos dois meses. O RSI diário está em 63 pontos, o que indica que há força compradora, mas ainda não estamos em um cenário de sobrecompra. Enquanto isso, o MACD mostra um sinal positivo, com o histograma crescendo. O suporte imediato fica em US$ 3.200; se esse nível não se mantiver, poderemos ver correções mais acentuadas.
Para os investidores brasileiros, isso significa que o mercado está mais suscetível a decisões de grandes empresas, que podem afetar a liquidez e o retorno esperado no staking.
Quais são os riscos dessa concentração?
Apesar das boas perspectivas para o preço do ETH, existem riscos a serem considerados. A concentração de ETH em poucas mãos levanta preocupações sobre a centralização e a governança da rede, além de gerar uma dependência das decisões corporativas.
Adicionalmente, se o ETH não conseguir ultrapassar a marca de US$ 3.400 com um volume consistente — que nas últimas 24 horas ficou em torno de US$ 18 bilhões — o ativo pode acabar se consolidando ou corrigindo até a média móvel de 50 dias, atualmente em US$ 3.050. A volatilidade continua sendo uma constante, mesmo com fundamentos mais sólidos.
O movimento da BitMine pode reforçar a visão de longo prazo do Ethereum como um ativo valioso, mas isso requer cautela. Para quem está no Brasil, o cenário oferece uma oportunidade de renda passiva através do staking, mas também o risco de entrar em um mercado cada vez mais moldado por instituições.





