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CPI das pirâmides financeiras em São Paulo ignora golpes com cripto

A Comissão Parlamentar de Inquérito das Pirâmides Financeiras, que está rolando na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), enfrenta alguns perrengues. A última reunião, que estava marcada para esta quarta-feira (27), acabou sendo cancelada por falta de quórum. Ou seja, não teve gente suficiente para discutir as questões importantes.

O objetivo dessa CPI é investigar fraudes envolvendo criptomoedas, que têm prejudicado muitos pequenos investidores. Com isso, o prazo inicial de 120 dias está se esgotando sem que meros debates tenham acontecido. Desde fevereiro, as sessões têm sido continuamente canceladas.

A falta de participação dos deputados está dificultando a votação de pedidos essenciais, como quebras de sigilo e convocações de pessoas importantes para os depoimentos.

Troca de presidentes afeta foco da investigação sobre criptoativos

O deputado Guto Zacarias (UNIÃO-SP) foi quem presidiu essa comissão no começo, prometendo rigor nas investigações. No entanto, após mudar de partido, ele deixou a liderança e, com isso, a CPI perdeu um pouco de sua força.

Em uma nota oficial, Zacarias destacou que seu foco era o combate ao crime financeiro e que a apuração avançaria sobre o escândalo do Banco Master durante seu tempo à frente. Agora, quem comanda a comissão é o deputado Paulo Fiorilo (PT-SP), que assumiu em março e já encontrou a situação complicada, com pouquíssimas sessões ocorrendo depois disso.

Pauta acumula pedidos sobre fraudes em painéis de negociação

Desde o início dos trabalhos, a comissão recebeu mais de quarenta requerimentos. Esses pedidos incluem convites para representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e outros órgãos importantes.

Um dos deputados, Fábio Faria de Sá (PODE-SP), quis saber a opinião de técnicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre como as fraudes com criptomoedas funcionam, especialmente no ambiente digital brasileiro. Além disso, Fiorilo levantou questões sobre fundos de previdência de cidades, como o investimento de R$ 93 milhões feito por São Roque.

Outro requerimento pedia a presença do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para que ele prestasse esclarecimentos. No entanto, com as reuniões paradas, a CPI não consegue avançar e fica estagnada.

Pedido de prorrogação busca evitar fracasso de apurações locais

Recentemente, o atual presidente da comissão protocolou um pedido para estender os trabalhos por mais sessenta dias. Essa solicitação, feita no dia 22 de maio, visa recuperar o tempo perdido sem votações.

É importante lembrar que o ano eleitoral costuma afastar os deputados de suas atribuições na capital, já que muitos começam a buscar votos. Essa situação pode explicar, em parte, as ausências frequentes nas reuniões que acontecem nas manhãs de quarta-feira.

Essa inércia afeta muitas pessoas que sofreram perdas por conta de esquemas de estelionato em São Paulo. Esses investidores estão esperando respostas e penalizações severas contra os responsáveis por essas pirâmides financeiras que envolvem criptoativos.

O setor de criptoativos, enfrentando fraudes diariamente, é um reflexo de como falsas promessas de lucro podem prejudicar até famílias inteiras. As comissões de inquérito têm o poder de quebrar sigilos bancários e acompanhar o dinheiro desviado, mas sem esses debates, a chance de recuperar o dinheiro das vítimas e identificar os fraudadores fica difícil.

Agora, a expectativa recai sobre a mesa diretora da Assembleia para que aprove o pedido de prorrogação. A continuidade dos trabalhos depende de um esforço em conjunto para garantir que os deputados estejam presentes.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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