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Projeto de lei propõe uso de blockchain para dados públicos em BH

A tecnologia blockchain está ganhando espaço na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Recentemente, a Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) aprovou um projeto de lei bem interessante, o 739/2026, que promete trazer mudanças significativas na forma como lidamos com dados públicos.

Esse projeto sugere uma atualização na Política de Dados Abertos do município, incluindo o uso de bancos de dados descentralizados. Isso significa mais segurança e transparência, ajudando a prevenir fraudes nas informações oficiais, algo que é extremamente relevante para a administração pública.

A vereadora Trópia (Novo-MG), autora da proposta, explica que, antes de ir ao Plenário, o projeto ainda vai passar por três comissões de mérito. Isso é uma etapa essencial no processo legislativo, e os debates podem trazer mais nuances e melhorias ao texto.

Projeto de lei traz regras para proteção de arquivos governamentais

No cerne da moção está a possibilidade de os órgãos do governo e empresas controladas pela prefeitura adotarem esse sistema de forma opcional. O objetivo principal? Garantir rastreabilidade e imutabilidade nos registros, ou seja, saber que os dados não foram alterados de maneira indevida.

Qualquer cidadão poderá verificar a integridade das publicações usando essa nova ferramenta digital. Além disso, haverá uma auditoria automatizada que registra todas as ações no banco de dados descentralizado, tudo isso sem intervenções ocultas, garantindo uma maior segurança na gestão das informações.

Ao se implementar essa novidade, o Plano de Dados Abertos terá metas e cronogramas bem definidos, considerando as especificidades de cada setor da administração. Os gestores vão precisar planejar a instalação técnica com cuidado para garantir um funcionamento efetivo nas repartições.

Tecnologia blockchain ganha espaço em rotinas de transparência pública

O setor responsável pela política de transparência vai orientar os demais departamentos sobre o uso adequado dessa tecnologia. E não para por aí: essa área também vai incentivar parcerias com a sociedade civil, promovendo uma nova dinâmica entre o poder público e a comunidade.

A vereadora Trópia ainda ressalta que outras cidades ao redor do mundo já estão usando a blockchain para evitar manipulações em dados oficiais. Essa prática pode abrir portas para inovações que legitimam o controle social, algo extremamente necessário nos dias de hoje.

Vale destacar que o texto do projeto respeita as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que a proteção dos indivíduos continue sendo uma prioridade nas plataformas governamentais.

Parecer legal atesta conformidade de inovações no município brasileiro

O vereador Uner Augusto (PL-MG) foi o relator da proposta na fase inicial e avaliou que as inovações estão de acordo com a constituição. Ele enfatizou que a adoção do sistema é opcional, o que irá prevenir invasões na gestão interna da prefeitura. Isso significa que o governo não precisará firmar contratos com fornecedores específicos, o que pode facilitar a implementação das mudanças.

Essa flexibilidade ajuda a manter a separação entre os poderes e respeita a Lei de Responsabilidade Fiscal. A redação do projeto foi pensada para não infringir nenhuma norma, o que é um ponto positivo.

Próximos passos exigem análises detalhadas em comissões locais setoriais

Nos próximos dias, a proposta será avaliada por grupos específicos, como o de educação e tecnologia. Eles vão analisar os impactos que essa mudança pode ter na cultura de Belo Horizonte. Já a equipe de direitos humanos fará uma leitura das novas regras levando em consideração a defesa do consumidor, afinal, essas inovações podem impactar diretamente a rotina dos cidadãos.

A aprovação final do projeto depende do voto favorável da maioria dos parlamentares na sessão ordinária. Esse momento crucial vai acontecer no plenário, após a análise de todos os pareceres das comissões. A expectativa é de que as discussões possam trazer mais clareza e perspectivas para o futuro da gestão pública na cidade.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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