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Servidores públicos da Bahia e a dívida bilionária da Tether

A Tether Investments S.A. de C.V. (mais conhecida como Tether) está cobrando uma dívida de R$ 2 bilhões contra o Banco Master. Esse processo judicial envolve tanto a Master Holding Financeira S.A. quanto a Master Participações S.A. Além disso, a Titan Capital Holding também está no meio dessa história, devendo uma grana alta para a emissora da famosa stablecoin USDT.

Os advogados da Tether apresentaram na justiça uma quantidade imensa de documentos, bem como dados de servidores públicos, para conseguir recuperar esse valor. É uma verdadeira batalha nos tribunais, com várias camadas de complexidade.

Servidores Públicos da Bahia Envolvidos na Dívida

Os documentos revelam um detalhe curioso: empréstimos consignados com desconto direto na folha de pagamento de servidores públicos foram usados para cobrir essa dívida. No total, 256 mil e 16 trabalhadores baianos estão na lista dessa disputa.

Cidades como Alagoinhas e Camaçari estão entre aqueles municípios cujos servidores foram mencionados. Outras cidades, como Porto Seguro e Itabuna, também aparecem na lista. Para completar, São Francisco do Conde e o governo da Bahia estão envolvidos. A Associação dos Servidores (ASTEBA) atuou como intermediária nas transações de crédito.

Veja a lista de municípios cujos servidores tiveram seus contratos utilizados como garantia:

  • Alagoinhas
  • Camaçari
  • Porto Seguro
  • Itabuna
  • São Francisco do Conde

Assim, esses contratos dos trabalhadores foram usados como lastro para a Tether. Tudo isso foi formalizado na bolsa de valores B3, utilizando cédulas de crédito bancário.

Questões sobre a Origem dos Contratos

Uma questão que chama a atenção é o tempo rápido em que esses empréstimos foram criados. A estruturação das dívidas rolou em um intervalo de apenas três meses, no final de 2024. Outubro e novembro concentraram a maior parte das emissões, com dezembro sendo o mês em que tudo se fechou, logo antes do acordo com a Tether.

Os documentos somam mais de duas mil páginas e trazem os nomes de muitos trabalhadores comuns, mostrando a ligação deles com as cifras envolvidas. Empresas como a Master Holding entregaram esses papéis para garantir o acesso ao capital. Por sua vez, a Tether concordou com as condições e liberou US$ 300 milhões na época do acordo.

Agora, o sistema judiciário vai examinar a validade de todos esses documentos apresentados. As cédulas de crédito bancário costumam oferecer boa segurança para quem empresta, mas só o tempo dirá como essa história vai se desenrolar.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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