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Índice de medo atinge mínima histórica e rsi do bitcoin despenca

O Bitcoin (BTC) começou a semana enfrentando uma intensa pressão vendedora, caindo para cerca de US$ 62.693 (cerca de R$ 360.500). Esse movimento gerou uma onda de pânico no mercado, com o Índice de Medo e Ganância atingindo uma marca impressionante de 5 em 100 — o que é considerado “medo extremo”. Essa é a menor pontuação registrada até agora, superando até mesmo os momentos mais sombrios em ciclos anteriores.

Além do índice, outro sinal preocupante para analistas e investidores institucionais surgiu: o Índice de Força Relativa (RSI) semanal do Bitcoin está em território de colapso. Isso significa que o ativo está em níveis de sobrevenda, o que historicamente está associado a grandes capitulações no mercado. Essa combinação de um sentimento devastado e indicadores técnicos esticados traz à tona uma pergunta: estaremos diante de um fundo histórico ou de mais uma fase de queda?

O que está por trás dessa movimentação?

De forma simples, o mercado está vivendo uma “tempestade perfeita” de saídas institucionais e perda de narrativa. O Índice de Medo e Ganância, que agora está em seu pico de pessimismo, mostra que muitos investidores estão vendendo suas criptomoedas por puro desespero. O cenário foi intensificado por liquidações que ultrapassaram US$ 400 milhões no mercado de derivativos, pois o Bitcoin não conseguiu segurar um suporte psicológico importante, fazendo com que traders reconsiderassem a ideia de que ele seja o “ouro digital”.

Um especialista da CryptoQuant observou que o sentimento no mercado do Bitcoin descendeu a níveis não vistos desde a queda da Terra e da FTX em 2022. Enquanto isso, o ouro físico se valoriza contra o dólar, o “ouro digital” enfrenta uma das maiores vendas institucionais da história em uma única semana, via ETFs. Isso mostra que os investidores mais experientes estão se afastando do risco.

Quais são os dados e o que eles revelam?

Atualmente, há uma discrepância significativa entre o preço do Bitcoin e seus fundamentos técnicos, sugerindo que está extremamente sobrevendido. Vejamos alguns dados relevantes:

  • Fear & Greed Index em 5/100: Esse nível de medo extremo é bastante raro. Historicamente, pontuações abaixo de 10 levaram a reviravoltas importantes no mercado, mas requer coragem do investidor para agir quando todos estão assustados.
  • RSI Semanal em Colapso: De acordo com Alex Thorn, da Galaxy Digital, o RSI semanal do Bitcoin está extremamente baixo, se comparado aos momentos mais difíceis da história recente. As únicas vezes que ele ficou abaixo desse nível desde 2016 foram em novembro de 2018 e junho de 2022.
  • Desvio de Modelos: O analista on-chain Checkmate apontou que o Bitcoin está nos 20% inferiores de desvio em relação a modelos de preços conservadores. Ele sugere que acumular (DCA) nesses níveis tende a ser uma estratégia vencedora no longo prazo, mesmo em meio ao pessimismo vigente.

Quais níveis técnicos importam agora?

O preço do Bitcoin está lutando para se manter em sua faixa atual, e os traders devem ficar atentos a algumas zonas críticas onde um suporte técnico pode se formar.

  • Suporte Crítico: **US$ 60.000 (R$ ~345.000)**. Essa faixa é crucial. Proteger esse suporte é essencial para manter a estrutura de alta no longo prazo.
  • Resistência Imediata: **US$ 65.500 (R$ ~376.600)**. O Bitcoin precisa reconquistar esse nível para reverter a tendência de queda e atrair compradores.
  • Alerta do RSI: Embora o RSI esteja em níveis historicamente baixos, isso não garante uma recuperação rápida. O indicador pode permanecer em sobrevenda e o preço pode continuar a cair lentamente.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para os investidores brasileiros, o panorama é de cautela, mas também apresenta oportunidades. A desvalorização do real frente ao dólar geralmente ajuda a amortecer as quedas do Bitcoin em reais, mas, dado o cenário atual de alta volatilidade, essa proteção pode não ser suficiente. O momento exige uma aversão maior à alavancagem, já que tentar identificar o fundo em um mercado tão pessimista pode ser uma estratégia arriscada.

Analistas recomendam que, em vez de se deixar levar pelo pânico, os investidores adotem a estratégia de DCA (preço médio), acumulando Bitcoin de forma gradativa sem comprometer o capital necessário para obrigações de curto prazo. O “inverno” mencionado por grandes traders pode se estender, e a preservação de capital deve ser a prioridade até que sinais claros de reversão apareçam.

O Bitcoin está numa linha tênue entre se mostrar uma oportunidade de compra rara ou enfrentar uma capitulação final. A convergência do Índice de Medo em seu mínimo e o RSI em colapso indicam que a maior parte da pressão já pode ter passado. Contudo, investidores ainda precisam esperar o fechamento semanal acima de US$ 60.000 para ter uma confirmação de recuperação. Modelos de longo prazo ainda mostram potencial positivo para o ano, mas no curto prazo, a tendência é dominada por um sentimento de baixa.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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