EUA apreendem US$ 580 milhões em criptomoedas de golpistas chineses
O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) fez uma grande apreensão, somando US$ 580 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões) em criptomoedas. Essa ação faz parte de um esforço maior contra golpes que vêm sendo relacionados a organizações criminosas no Sudeste Asiático.
As autoridades apontam que esses golpes têm gerado perdas impressionantes de quase US$ 10 bilhões anuais para cidadãos americanos. Isso mostra como essa indústria de fraudes tem se tornado um verdadeiro problema, não só para os EUA, mas também para outras partes do mundo.
DoJ avança no combate a fraudes no Sudeste Asiático
Recentemente, os EUA intensificaram suas ações para combater os golpistas. No ano passado, por exemplo, um único grupo teve US$ 225,3 milhões apreendidos. Esse foi, até então, o maior confisco realizado. Agora, a nova apreensão de US$ 580 milhões bateu esse recorde.
A procuradora americana, Jeanine Ferris Pirro, destacou a criação de uma força-tarefa chamada Scam Center Strike Force, que visa liderar as ações contra esses criminalizados. Ela ressaltou que, em três meses, o grupo já teve um progresso significativo, confiscando criptomoedas do crime organizado.
Jeanine também falou sobre a natureza insensível desses golpistas: “Eles não se importam com quem você é, suas crenças ou o que fez no café da manhã. O único objetivo deles é roubar o povo estadunidense para beneficiar o crime organizado chinês”.
Diferente do uso de bitcoins pelo governo americano como reserva estratégica, o valor das criptomoedas apreendidas será devolvido às vítimas, que podem se registrar no Internet Crime Complaint Center do FBI para reaver seus fundos.
A natureza global dos golpes
Os golpistas não focam apenas em americanos; eles atacam cidadãos de qualquer país. Dentre as fraudes mais comuns estão os chamados golpes de romance. Nesses casos, os criminosos criam uma conexão emocional com a vítima, fingindo estar interessados romanticamente. Após um certo tempo, eles convencem as pessoas a depositar valores em plataformas fraudulentas de criptomoedas.
Um exemplo triste aconteceu em 2024, quando um aposentado americano perdeu cerca de R$ 1 milhão achando que estava conversando com uma mulher chamada Angela.
Além disso, há relatos de que muitos trabalhadores nos centros de golpes são vítimas de tráfico humano, mantidos contra sua vontade e vigiados por grupos armados. Eles são instruídos a mirar especialmente em americanos, mas a abordagem é feita em várias línguas, inclusive em português.
De acordo com o DoJ, os lucros gerados por esses golpes são tão altos que chegam a representar quase metade do PIB dos países do Sudeste Asiático onde esses crimes são cometidos. Uma situação alarmante que afeta a vida de muitas pessoas ao redor do mundo.





