Equador e União Europeia atuam juntos contra lavagem de dinheiro em cripto
O aumento no uso de criptoativos tem mudado bastante a forma como crimes financeiros e esquemas de lavagem de dinheiro acontecem pelo mundo. Para se adaptar a essa nova realidade, o Equador começou a implementar novas regulamentações e estratégias táticas.
A principal meta do governo é aproveitar a tecnologia para melhorar a rastreabilidade de ativos e fortalecer a defesa criminal do país. Estão sendo desenvolvidas abordagens que reúnem várias áreas para enfrentar a ligação entre o crime organizado e as atividades ilícitas no ambiente digital.
Recentemente, a Fundação Internacional e para a Ibero-América de Administração e Políticas Públicas (FIAP) se uniu à agência Expertise France para oferecer um treinamento intensivo, com apoio do projeto europeu SERPAZ. O foco desse programa foi a investigação do uso de criptomoedas e da Dark Web em crimes de lavagem de dinheiro.
Capacitação técnica e interinstitucional entre países mirando investigações com criptomoedas avançadas
Durante uma semana, oficiais de alto escalão participaram de workshops. Aproximadamente 100 representantes da Procuradoria-Geral da República, da Polícia Nacional, do Ministério do Interior e da Superintendência de Bancos estiveram presentes. Também fizeram parte dessa força-tarefa membros da Unidade de Análise Financeira e Econômica (UAFE), da Receita Federal e do Banco Central do Equador. Essas entidades são fundamentais no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
O objetivo dos encontros foi aprimorar as capacidades técnicas e de coordenação entre os diferentes órgãos. Além disso, os participantes discutiram o papel das plataformas digitais escondidas nos esquemas financeiros. As temáticas abordadas incluíram tipos de lavagem de dinheiro, rastreabilidade avançada de transações e análise de fluxos financeiros complexos. Os exercícios para busca e identificação de evidências digitais também foram destacados.
Exercícios práticos e o futuro da parceria internacional
O treinamento foi prático, garantindo que os conhecimentos adquiridos pudessem ser aplicados diretamente. Os oficiais de segurança assistiram a palestras de especialistas e analisaram casos reais de crimes cibernéticos. Além disso, participaram de atividades práticas, criadas para ajudar na resposta do governo equatoriano a ameaças tecnológicas.
O programa SERPAZ anunciou que continuará oferecendo assistência técnica e promovendo a troca de melhores práticas nos próximos meses. Essa continuidade visa consolidar uma resposta de Estado mais coordenada e eficaz contra as organizações criminosas.





