ETFs têm entrada diária de US$ 471,3 milhões, máximo desde fevereiro
Os ETFs de Bitcoin viveram um dia agitado na última segunda-feira, com entradas de US$ 471,3 milhões. Este foi o maior volume registrado em 41 dias. O Bitcoin, que até teve um momento acima dos US$ 70.000, agora opera na faixa dos US$ 68.500 após uma leve queda.
A atenção dos investidores está bem focada nos conflitos do Oriente Médio. Enquanto Donald Trump afirmava que o Irã estava buscando um cessar-fogo, ele também escreveu em suas redes sociais que “uma civilização inteira morrerá esta noite”.
Demanda em alta para os ETFs de Bitcoin
Nos dois primeiros anos de operação, os ETFs de Bitcoin ajudaram a impulsionar o preço da criptomoeda. Contudo, houve saídas de US$ 6,4 bilhões entre novembro e fevereiro. Esse ciclo negativo foi quebrado por entradas de US$ 1,3 bilhão em março, e abril continua a mostrar uma demanda crescente.
Na última segunda, a compra foi de US$ 471,3 milhões, o que representa o maior volume em um único dia nesse período. Desse total, US$ 181,9 milhões vieram do ETF IBIT da BlackRock, US$ 147,3 milhões do FBTC da Fidelity e US$ 118,8 milhões do ARKB da Ark Invest. Os dados mostram que a demanda é geral, sem depender de um único investidor.
Volatilidade do Bitcoin em meio a tensões internacionais
Apesar de ter alcançado os US$ 70.000, o Bitcoin rapidamente voltou para os US$ 68.500 logo em seguida. O clima no mercado está influenciado pela alta do preço do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. A expectativa é que esse aumento possa levar a um crescimento da inflação, o que, por sua vez, poderia fazer com que os bancos centrais endurecessem suas políticas econômicas.
As declarações de Donald Trump sugerem um aumento na tensão do conflito. Ele mencionou: “Uma civilização inteira morrerá esta noite e nunca mais poderá ser trazida de volta. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer.” Ele também falou sobre uma “mudança de regime” que poderia levar a um desfecho revolucionário, mas é incerto o que isso significa para a paz no longo prazo.
Na prática, o que se observa é uma relação direta entre a escalada do conflito, a alta do petróleo, a pressão inflacionária e a necessidade do Fed de manter as taxas de juros elevadas por mais tempo. Hoje, as projeções sugerem que o primeiro corte nessas taxas não deve acontecer antes de dezembro de 2027. Esse cenário pode, sim, endurecer o apetite por riscos no curto prazo, impactando tanto o preço do Bitcoin quanto a demanda pelos ETFs, seguindo a dinâmica estabelecida nos últimos quatro anos.





