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Ransomware: negociador é condenado por extorsão a empresas nos EUA

Angelo Martino, de 41 anos, se declarou culpado por abusar de sua posição como negociador de ransomware, extorquindo empresas dos Estados Unidos. Em um dos casos, ele repartiu impressionantes US$ 1,2 milhão em Bitcoin com outros dois suspeitos.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Martino vazou informações sensíveis sobre a posição e a estratégia das empresas, tudo sem o conhecimento delas. O objetivo era claro: aumentar os lucros dos hackers. Ele agora enfrenta a possibilidade de uma pena de até 20 anos de prisão e já teve diversos ativos confiscados.

EUA prendem negociador de ransomware que utilizava informações das empresas para maximizar lucro dos hackers

Martino estava ligado ao grupo BlackCat, conhecido por suas investidas em ransomware. Como negociador de ransomware, ele usava sua posição para ajudar os hackers a aumentar os lucros, garantindo uma fatia das quantias que recebiam.

“Como ele admitiu em juízo, abusou de sua posição em uma empresa de resposta a incidentes cibernéticos para repassar informações confidenciais a integrantes do BlackCat”, disse o procurador Jason A. Reding Quiñones. Isso só piorou quando Martino se juntou a um esquema mais amplo para implantar o ransomware e lucrar com a extorsão.

Dados de uma pesquisa da Chainalysis apontam que os ataques de ransomware geraram perdas que variam de US$ 637 milhões a US$ 1,23 bilhão por ano entre 2020 e 2025. Os hackers começaram a usar ferramentas de Inteligência Artificial para negociar com as vítimas, tornando essas situações ainda mais complexas.

Martino teve um lucro significativo entre abril e novembro de 2023, em um cenário onde ele e outros dois envolvidos dividiram US$ 1,2 milhão em Bitcoin.
As autoridades conseguiram apreender cerca de US$ 10 milhões em ativos do acusado, incluindo criptomoedas, veículos, um food truck e até um barco de pesca de luxo.

Outros dois envolvidos no esquema, Ryan Goldberg e Kevin Martin, também se declararam culpados em um julgamento anterior e devem ser condenados em breve.

O FBI está empenhado em desmantelar esse ecossistema de ransomware. Brett Leatherman, diretor-assistente da Divisão Cibernética do FBI, afirmou que Martino entregou informações preciosas aos hackers para maximizar os pagamentos de resgate, mostrando que a ameaça do cibercrime não é só internacional — ela também está aqui, nos Estados Unidos.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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