Funsesp oferece curso de rastreio e investigação de bitcoin para policiais do Amapá
O Fundo Estadual de Segurança Pública do Amapá, conhecido como FUNSEP, deu um passo importante na quarta-feira (22) ao contratar um curso voltado para a formação de 30 investigadores da Polícia Civil do estado. O foco desse curso é capacitar os profissionais no rastreamento e investigação de bitcoin e outras criptomoedas, o que é fundamental para o combate a crimes financeiros cada vez mais comuns na era digital.
Esse treinamento vem em um momento em que a necessidade de lidar com delitos cibernéticos se torna cada vez mais urgente no Brasil, especialmente no norte do país. Com isso, o governo local intensifica suas ações contra fraudes financeiras e lavagem de dinheiro nas redes. A empresa que vai conduzir o curso, a Datavirtus Treinamentos LTDA, será responsável por ensinar tanto a parte teórica quanto a prática para esses agentes da lei. O custo total para essa capacitação gira em torno de R$ 14.925,00.
Investigação de criptoativos reforça segurança pública estadual
O contrato firmado entre as partes terá duração de um ano e garantirá que os policiais tenham acesso a um material de estudo especializado sobre bitcoin. Essa modalidade de ensino foi escolhida pela inexigibilidade, em conformidade com as normas da Lei 14.133/2021 do governo federal.
Além disso, o plano de trabalho elaborado prevê metas focadas na melhoria do atendimento à demanda interna da corporação. Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre blockchain e como rastrear transações dentro desse ambiente virtual. O projeto faz parte de um cronograma mais amplo, encaixando-se no laboratório de inovações financeiras do FUNSEP. Para cada policial matriculado, o custo médio do curso será de R$ 497,50.
Capacitação técnica combate crimes na rede do bitcoin
Os policiais que participam do curso terão a oportunidade de aprender técnicas específicas para monitorar endereços e analisar fluxos monetários, tudo isso sem depender de instituições bancárias. Com essas novas habilidades, a Polícia Civil do Amapá poderá agir de forma mais rápida e eficaz na identificação de criminosos que operam tanto no Brasil quanto no exterior.
O contrato ainda prevê a entrega de apostilas e certificados de conclusão para os 30 alunos. As aulas acontecerão em Macapá e serão supervisionadas pela diretoria de inteligência da polícia civil local. Essa fase de instrução é uma parte importante do esforço para garantir investigações criminais mais eficientes, especialmente envolvendo tecnologia avançada.
A Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) analisou e aprovou o termo após verificar sua viabilidade técnica, reafirmando o compromisso do estado em melhorar continuamente as capacidades de sua equipe de segurança.





