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EUA impõem prisão de 8 anos a membro da família Cartier por fraude com criptomoedas

Maximilien de Hoop Cartier, um francês de 58 anos, foi condenado a oito anos de prisão por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que conecta criptomoedas ao tráfico de drogas. Cartier, que é neto do fundador de uma famosa marca de joias e relógios, já havia sido preso em maio de 2024 e esperava sua sentença.

Além dele, um grupo de cinco colombianos também está sendo processado. Essa situação se desenrola dentro de um panorama maior de esforços das autoridades para desarticular operações de lavagem de dinheiro nos Estados Unidos.

EUA condenam francês a 8 anos de prisão

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Cartier operava uma corretora de criptomoedas desde 2018, mas sem a devida licença. A empresa dele servia como um canal para a lavagem de dinheiro que estava diretamente ligado ao tráfico de drogas. Jay Clayton, procurador dos EUA, afirmou que ele utilizou seu conhecimento sobre os sistemas financeiros para esconder recursos ilegais.

“Ele criou uma rede de empresas de fachada e usou contas de criptomoedas para encobrir dinheiro proveniente de atividades criminosas. Isso resultou no envio de centenas de milhões de dólares para organizações criminosas fora dos Estados Unidos”, declarou Clayton.

A consequência da ação é uma mensagem clara: quem estiver envolvido em lavagem de dinheiro enfrentará sérias penalidades.

Cartier se declarou culpado em 2025 por operar uma empresa sem licença e por conspiração para fraudar bancos. As investigações revelaram que ele e seus cúmplices tentaram trazer mais de 100 quilos de cocaína para o país, e o papel dele era manter o fluxo de dinheiro gerado por esses crimes.

Para obter contas bancárias, ele falsificou documentos, alegando que suas empresas estavam nos setores de publicação e desenvolvimento de software, ignorando as regras de conformidade das instituições financeiras.

Esquema foi descoberto em 2021

O esquema de Cartier foi desmantelado em 2021, quando suas empresas receberam cerca de US$ 973 mil ligados ao tráfico de drogas. Esse dinheiro foi enviado a ele a partir de uma conta da polícia, que havia montado uma operação encoberta para pegar os envolvidos.

Na época, Cartier e seu advogado tentaram convencer as autoridades a devolverem o dinheiro ao apresentar documentos falsos que afirmavam que ele estava em conformidade com a verificação de identidade dos clientes.

Além dos oito anos de prisão, ele também terá que pagar cerca de US$ 2,4 milhões — o valor que recebeu por seus serviços ilegais. Um representante do IRS, Cynthia Hearn, ressaltou o compromisso da instituição em interromper as atividades de lavagem de dinheiro associadas ao tráfico.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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