FBI e parceiros internacionais desmantelam rede de fraudes em criptomoedas
O Departamento de Justiça dos EUA fez um grande anúncio nessa quarta-feira (29): foram presas 276 pessoas envolvidas em fraudes relacionados a golpes com criptomoedas. Essa operação foi elétrica e contou com o trabalho do FBI, que teve apoio direto de autoridades de países como Dubai, Tailândia e China. Juntos, eles deram um importante passo na luta contra fraudes internacionais.
Na semana passada, o Departamento de Justiça já havia revelado a apreensão de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,5 bilhões) em criptomoedas vinculadas a um esquema de lavagem de dinheiro na região do Sudeste Asiático. Um valor impressionante, não é mesmo? Isso mostra a seriedade com que estão tratando esses crimes.
Os Detalhes das Prisões e Nomes Envolvidos
Entre os detidos, destaque para os nomes de Thet Min Nyi, Wiliang Awang, Andreas Chandra e Lisa Mariam. O Thet, por exemplo, é apontado como gerente e recrutador de uma empresa chamada Ko Thet Company, também conhecida como Pixy, que coordenava os centros de fraudes. Os demais estavam ligados a outras organizações criminosas chamadas Sanduo Group e Giant Company.
A.Tysen Duva, procurador-geral assistente da Divisão Criminal do DoJ, comentou a operação, ressaltando que esse tipo de crime não tem lugar no mundo moderno. Ele reforçou que os golpistas que enganaram pessoas nos EUA e em outros locais enfrentarão rigorosamente a justiça. “A fraude não conhece fronteiras, e a aplicação da lei para combatê-la também não!” disse Duva.
As investigações começaram em 2025, após diversas denúncias ao FBI. Chamados de “pig butchering” (abate de porco), os golpes funcionam assim: os golpistas conquistam a confiança da vítima, muitas vezes utilizando golpes de romance. Depois, fazem com que essas pessoas depositem suas economias em sites de investimento falsos.
“Os golpistas incentivavam as vítimas a investir mais e até mesmo a pegar empréstimos com amigos, família ou bancos. Sem perceber, ao transferirem o dinheiro, elas perdiam o controle sobre suas criptomoedas, que eram desviadas para contas dos criminosos.”
Além do apoio internacional, a investigação teve o suporte da Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, que ajudou na coleta de informações relevantes para o caso.
Se condenados, os suspeitos podem enfrentar penas severas: até 20 anos de prisão por conspiração para fraude eletrônica, além de outros 20 anos por conspiração para lavagem de dinheiro. É um alerta importante para todos nós, já que a proteção contra fraudes é uma responsabilidade que todos devemos compartilhar.





