STJ discute crimes com criptomoedas em simpósio na França
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está dando passos importantes no combate a crimes internacionais, especialmente aqueles que usam novas tecnologias financeiras. Na última quinta-feira, os ministros do tribunal anunciaram que participarão de um evento na sede da Interpol, em Lyon, na França.
Esse simpósio, que acontecerá nos dias 26 e 27 de maio, traz à tona debates sobre os desafios da criminalidade transnacional. Um grupo de juízes federais e estaduais irá se reunir para discutir como o avanço da tecnologia tem mudado as táticas das organizações criminosas e, ao mesmo tempo, como os poderes judiciários podem se unir para combatê-las.
Integração judicial contra crimes com criptomoedas entre nações
O uso de inteligência artificial e criptomoedas tem facilitado a vida das quadrilhas em todo o mundo. O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, ressaltou a necessidade de se adaptar aos novos tempos: “A evolução do crime transnacional, impulsionada por novas tecnologias, reforça a necessidade de colaboração entre o Poder Judiciário e as autoridades de combate ao crime”.
A troca de informações entre os 196 países que fazem parte da Interpol se torna, portanto, cada vez mais vital. Durante a abertura do evento, um termo de cooperação foi assinado, que estabelece bases sólidas para a troca de conhecimentos e a capacitação dos órgãos envolvidos no combate ao crime.
Capacitação de juízes para atuar no mercado digital
Os juízes participarão de doze painéis de discussão durante o simpósio, onde temas como o uso de bases de dados globais e a identificação de foragidos estarão em pauta. Além disso, a atuação das agências de repressão na América Latina será debatida, visando estabelecer um padrão de resposta rápida contra as quadrilhas que atuam na região.
Esta capacitação é a primeira realizada nas instalações da Interpol e busca aumentar a eficácia dos juízes brasileiros na hora de lidar com questões de cooperação jurídica internacional. Aprender sobre esquemas de lavagem de dinheiro e metodologias de rastreamento financeiro será fundamental para que os magistrados possam trabalhar de forma mais eficiente.
Com o mercado de criptoativos operando globalmente, há uma pressão crescente para que as autoridades consigam responder de maneira integrada e eficaz. O objetivo é evitar a evasão de recursos e a ocultação de bens ilegais.
Esforço de combate a organizações ilícitas
A força policial internacional, que surgiu em 1923, tem como missão facilitar a comunicação entre países na luta contra o crime. O Brasil já sediou a primeira edição desse fórum em 2025, que ajudou a estreitar laços e expandir a cooperação europeia.
Os esforços estão voltados para cortar o acesso financeiro dos criminosos, bloqueando saldos imediatamente em diferentes partes do mundo. Essa sintonia entre o sistema judiciário brasileiro e as agências internacionais é fundamental para proteger a população de golpes e fraudes severas.





