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Justiça determina rastreamento de criptomoedas em golpe de R$ 170 mil

A Justiça de Goiás está em ação para encontrar recursos que foram desviados em um esquema de falsos lucros de mercado. Essa situação chegou ao conhecimento das autoridades após um investidor perder uma quantia significativa em um ambiente que envolve criptomoedas.

No último sábado, a juíza Fláviah tomou a frente e decidiu acionar órgãos de fiscalização, pedindo uma busca imediata por essa quantia desaparecida. O objetivo é garantir que o inquérito ande e que o patrimônio da vítima seja resguardado.

Um aspecto importante da decisão judicial é a solicitação ao Banco Central do Brasil e à Receita Federal para rastrear transações relacionadas a criptoativos. Isso inclui um endereço específico de uma carteira blockchain, que foi identificado como receptor de parte dos ativos transferidos.

Justiça ordena rastreamento das criptomoedas após golpe de R$ 170 mil

A história de Rodolfo, um investidor que se deixou levar por promessas de altos rendimentos, ilustra muito bem essa situação. Ele entrou em um grupo de conversa em um aplicativo, onde conheceu golpistas que afirmavam usar inteligência artificial em uma plataforma chamada Iguabit, que aparentemente não passava de uma fachada.

O golpe teve início com mensagens de uma assistente que se apresentava como “Elena Brooks”. Rodolfo caiu na armadilha e acabou perdendo R$ 169 mil, resultado de doze depósitos feitos em pouco tempo. Os golpistas converteram todo o dinheiro em ethereum e transferiram para endereços protegidos. Quando Rodolfo foi tentar resgatar sua quantia, se deparou com bloqueios e desculpas sobre falhas técnicas na plataforma.

Autoridades investigam movimentações na blockchain

A juíza analisou as provas apresentadas e constatou que houve falhas no protocolo de segurança de dois bancos envolvidos. Os depósitos ocorreram através de contas em plataformas como Mercado Pago e Banco do Brasil. Documentação disponível indica que não havia medidas preventivas eficazes para detectar envios suspeitos de dinheiro para fora do país.

A ordem judicial estipula que seja feito um rastreamento na tecnologia blockchain para descobrir quem são os proprietários das carteiras que receberam os valores. Os peritos também vão cruzar dados com registros do governo para traçar o caminho do dinheiro furtado. No entanto, ainda há incerteza se as autoridades possuem os recursos necessários para seguir o rastro numa rede como a Ethereum.

Tribunal rejeita bloqueio de contas de empresas envolvidas

A defesa de Rodolfo solicitou que fossem bloqueados os saldos das empresas que participaram das transferências no início da fraude. A ideia era garantir que ele pudesse recuperar o dinheiro perdido, já que os serviços prestados pelas instituições financeiras pareceram falhos.

Entretanto, o tribunal não acatou essa solicitação, defendendo que as instituições financeiras têm o direito de serem ouvidas antes de qualquer ação. O processo revela que, em breve, as partes devem se reunir em uma conciliação no fórum local para tentar resolver a questão da devolução do valor perdido.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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