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Startups Rise Finance e Fenynx oferecem colateral para crédito digital

A Rise, uma startup focada em ativos digitais e estratégias de alto rendimento, se uniu à Fenynx, uma empresa que está inovando no crédito digital. Juntas, elas lançaram uma nova operação para integrar ativos digitais com liquididades regulamentadas, crédito e capital. Essa parceria promete um avanço significativo, permitindo que os ativos digitais possam ser utilizados em operações financeiras mais estruturadas.

Essa nova estrutura conecta os ativos da Rise a uma camada de infraestrutura de crédito desenvolvida pela Fenynx. A ideia é que parte dos ativos geridos pela Rise possa agora ser usada em operações de crédito e capital, expandindo seu papel no mercado financeiro regulamentado. Na prática, essa colaboração transforma os ativos digitais em instrumentos financeiros multifuncionais.

Vitor Delduque, cofundador e diretor de receitas da Rise, explica: “O foco da nossa parceria é a integração entre os ativos digitais e o crédito que eles podem gerar. Com isso, é possível obter liquidez sem precisar vender os ativos, preservando sua valorização futura.” É como se os ativos tivessem ganhado uma nova vida dentro do sistema financeiro.

Do patrimônio digital à liquidez real

No Brasil, o universo dos ativos digitais está amadurecendo, e o país já ocupa a quinta posição entre os maiores mercados de criptomoedas do mundo. Recentemente, 25 milhões de brasileiros foram identificados como investidores nesse tipo de ativo, segundo um levantamento do Mercado Bitcoin. Essa nova fase é bem-vinda, já que muitos desses investimentos estavam estagnados, à espera de valorização.

Vitor destaca que, por muito tempo, a tecnologia de blockchain foi vista principalmente como uma reserva de valor ou especulação. Mas agora, esses ativos estão começando a se integrar de fato à economia real, aparecendo em operações que envolvem crédito e liquidez.

“A infraestrutura nova está mudando a forma como operamos”, afirma Vitor. Os ativos digitais não são mais apenas patrimônio estático, mas parecem estar encontrando um papel ativo em financiamentos reais.

Infraestrutura híbrida

A nova operação utiliza um protocolo híbrido que tenta unir o melhor dos dois mundos: a segurança da blockchain e a regulamentação do mercado financeiro. Isso significa que há uma combinação entre a gestão de riscos, compliance e uma lógica automatizada que facilita transações financeiras.

Lucas Montanini, fundador e CEO da Fenynx, reforçou que o objetivo não é substituir o sistema financeiro tradicional, mas sim integrá-lo com as inovações que a tecnologia blockchain oferece, como contratos inteligentes e automação.

“O que acontece na prática é simples: o cliente pode utilizar ativos como garantia para obter crédito, e essa resolução é gerenciada de forma programável e regulamentada. Assim, o monitoramento dos ativos é contínuo, garantindo que a liquidez seja gerada sem que seja necessário vender os bens”, explica Montanini.

Eficiência financeira

Uma das principais vantagens dessa nova estrutura é a possibilidade de acessar liquidez sem precisar vender os ativos digitais. Isso mantém o potencial de valorização deles, além de oferecer taxas mais competitivas.

No início, a operação prevê um Loan-to-Value (LTV) médio de até 50%, com taxas a partir de 1,4% ao mês. Há também a flexibilidade para quitação antecipada da dívida, que pode ser estruturada para pagamento no final do contrato em até 12 meses. Com isso, a parceria entre ativos digitais e infraestrutura financeira promete ser um divisor de águas, reduzindo a complexidade operacional e aumentando a eficiência nas transações.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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