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Strive adquire 2.500 bitcoins e busca captar US$ 4,2 bilhões

A Strive, que é uma gestora de ativos focada em Bitcoin, fez uma grande compra de 2.500 bitcoins, conforme anunciado nesta terça-feira (2). Com isso, a empresa agora possui um total de 19.000 bitcoins em suas reservas. Essa movimentação chega em um momento curioso, já que a Strategy, uma outra empresa do setor, decidiu parar suas compras por duas semanas e, surpreendentemente, também fez sua primeira venda desde 2022.

Matt Cole, o CEO da Strive, revelou que eles pretendem levantar impressionantes US$ 4,2 bilhões para continuar investindo em mais bitcoins. Com essa quantia, seria possível adquirir cerca de 62.320 bitcoins, dependendo das flutuações de preço.

Strive se destaca como grande compradora de Bitcoin

A Strive adotou uma estratégia bastante agressiva. Na semana anterior, já tinha comprado 1.109 bitcoins, e agora essa nova aquisição mostra que a empresa está determinada a crescer. A abordagem da Strive tem sido elogiada até por figuras influentes do mercado, como Michael Saylor.

Parte dessa captação de recursos envolve a oferta de ações preferenciais que garantem um retorno de 13% ao ano em dólar, com pagamento diário. Para efeito de comparação, a Strategy oferece cerca de 11,8% ao ano, mas com pagamento feito mensalmente.

O CEO, Matt Cole, explicou que a recente compra de 2.500 bitcoins custou cerca de US$ 185,2 milhões, o que resulta em um preço médio de US$ 74.092 por moeda. Ele acrescentou que o caixa da empresa foi reforçado com o objetivo de garantir uma reserva de dividendos que cubra 18 meses.

Atualmente, a Strive ocupa a 7ª posição entre as empresas que possuem mais bitcoins em seus caixas, ficando logo atrás da Bullish e da Coinbase, que detêm, respectivamente, 24.300 e 16.492 BTC. Essa presença crescente da Strive no mercado pode impactar significativamente as dinâmicas do setor.

Queda do Bitcoin é vista como oportunidade, segundo CEO

Apesar de a Strive ter adquirido seus bitcoins a um preço superior ao atual, de US$ 67.200, Matt Cole acredita que a queda no preço representa uma chance para investidores enfraquecidos. Ele ressaltou que o Bitcoin não está morto e que, em tempos de incerteza, é um momento de ser ousado.

Cole também mencionou que a estrutura financeira da Strive é robusta o suficiente para suportar uma nova queda no mercado, similar à que ocorreu em 2022, sem precisar vender seus bitcoins. Ele afirmou que o balanço atual da empresa poderia lidar com uma desvalorização significativa, sugerindo que a empresa está bem posicionada para o futuro.

Com todas essas movimentações e declarações, fica claro que a Strive não está apenas navegando no cenário das criptomoedas, mas também está moldando ativamente esse mercado dinâmico. A postura firme em tempos de volatilidade mostra uma estratégia bem calculada e um otimismo cauteloso em relação ao futuro do Bitcoin.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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