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Coaf discute fraudes e desafios das criptomoedas em reunião do Gafi

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, mais conhecido como Coaf, liderou a delegação brasileira nas reuniões do Grupo de Ação Financeira Internacional, o Gafi. Esse encontro, que aconteceu em Paris, durou até a última sexta-feira.

O Brasil esteve bem representado, com a presença de pessoas do Banco Central e da Polícia Federal. Também participaram profissionais da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, e da Receita Federal. Para completar o time, membros da Controladoria Geral da União e do Ministério das Relações Exteriores também foram à França.

Essas reuniões trazem um grande desafio: fortalecer o sistema de defesa econômica mundial. Os delegados de cerca de duzentas jurisdições discutiram como melhorar as estratégias para prevenir crimes relacionados à lavagem de dinheiro. Entre os temas abordados, estiveram os riscos dos jogos de azar e das apostas, que são problemáticas crescentes em todo o mundo. Além disso, as autoridades discutiram os desafios que surgem com o uso de criptoativos e novas soluções financeiras.

Uma parte interessante do encontro focou nas grandes fraudes financeiras que as polícias têm registrado. Diante disso, o Gafi pretende colocar os golpes contra investidores como uma prioridade nos próximos dois anos, principalmente nas Américas e na Europa. Existe uma preocupação crescente em encontrar maneiras eficazes de combater esses crimes cibernéticos.

Mudanças em relatórios de risco e regras aplicadas aos países

Uma importante decisão que saiu dessa cúpula foi a aprovação de avaliações de segurança para a Turquia e o Canadá. Esses documentos seguem agora para uma revisão antes que sejam oficialmente publicados. Além disso, o comitê de auditores revisou a lista de locais que precisam de monitoramento intensificado para combater crimes financeiros.

É relevante notar que a Bósnia e Herzegovina e o Iraque foram incluídos na lista de países que apresentam deficiências nas suas regras de segurança bancária. Em contrapartida, a Argélia e a Namíbia foram retiradas dessa lista, já que conseguiram atender ao que foi solicitado em reuniões anteriores.

O encontro também marcou a despedida da presidente de regulação, Elisa de Anda Madrazo, do México. Ela passará o bastão para Giles Thomson no próximo mês de julho. Essas transições e discussões são vitais para aprimorar a segurança financeira global, um tema que afeta todos nós e que merece atenção constante.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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