BlackRock indica Ethereum como padrão para liquidação de stablecoins
A BlackRock soltou um relatório nesta semana que traz uma análise interessante sobre o mercado de criptomoedas, destacando que as stablecoins estão deixando de ser uma simples curiosidade para se tornarem uma parte importante da infraestrutura financeira global. O Ethereum, por sua vez, se destaca como a principal plataforma para liquidação dessas transações. Após essa divulgação, o preço do ETH subiu 1,8% em 24 horas, alcançando a marca de US$ 3.420, com um volume diário de transações superando US$ 18 bilhões. Isso mostra um cenário de crescente aceitação institucional no mercado cripto, algo que pode se intensificar até 2026.
Nos últimos dias, o Ethereum teve uma valorização total de 4,6%, superando até o desempenho do Bitcoin no mesmo período. O índice de força relativa (RSI) indica um sentimento otimista, com 58 pontos, sem indicar que o ativo esteja em situação de sobrecompra. Além disso, o indicador MACD permanece favorável, acima da linha de sinal em gráficos diários.
Vale destacar que as stablecoins agora somam cerca de US$ 298 bilhões em valor de mercado, segundo dados recentes. Para os investidores brasileiros, isso é relevante pois mostra que a tecnologia blockchain pode ter aplicações práticas além da especulação, reforçando o potencial do ETH a longo prazo.
Por que a BlackRock acredita no Ethereum?
De acordo com o relatório, as stablecoins estão passando de meras ferramentas de negociação para se tornarem, efetivamente, trilhos de pagamento e liquidação financeira. Isso significa que os dólares tokenizados precisam de uma blockchain confiável para registrar transações, e o Ethereum tem mostrado ser essa opção de forma consistente.
Atualmente, aproximadamente 65% dos ativos do mundo real tokenizados estão no Ethereum, totalizando cerca de US$ 12,5 bilhões. O USDT, uma das stablecoins mais conhecidas, tem US$ 102 bilhões emitidos na rede Ethereum, superando outros concorrentes como a Tron.
Esse domínio é impulsionado pelas soluções de segunda camada, que possibilitam transações com custos mais baixos, mantendo a segurança da rede principal. Esse enfoque nas chamadas Layer 2 é um tema frequentemente discutido entre especialistas.
Impactos para preço e estrutura de mercado
Em termos de análise técnica, o ETH está encontrando suporte na faixa de US$ 3.280, que fica próxima à média móvel de 50 dias. Enquanto isso, a principal resistência está em US$ 3.550. Se o preço romper esse patamar, podemos ver uma nova teste na marca de US$ 3.800 no curto prazo.
No que diz respeito à oferta de ETH nas exchanges, ela diminuiu 2,1% nos últimos 30 dias, indicando menor pressão para vendas. Ao mesmo tempo, grandes investidores adicionaram cerca de 410 mil ETH nesse mesmo período, um movimento que geralmente aponta para um posicionamento institucional.
O interesse de grandes instituições financeiras também é visível nos ETFs. No terceiro trimestre de 2025, os produtos de Ethereum listados nos EUA somavam US$ 23 bilhões em ativos sob gestão. A BlackRock, por sua vez, aportou US$ 22,46 bilhões em cripto, com forte exposição ao ETH, conforme noticiado.
Quais são os riscos dessa tese?
Apesar das visões otimistas, o relatório também destaca que o Ethereum não é a única opção disponível. A Visa, por exemplo, começou a usar a Solana para liquidações de USDC no final de 2025, evidenciando que outras redes de alta performance estão competindo nesse espaço.
Além disso, devemos considerar os riscos regulatórios, especialmente em mercados em desenvolvimento como o Brasil. O uso massivo de stablecoins pode impactar as políticas monetárias locais. Para os investidores brasileiros, isso ressalta a importância de não apenas acompanhar os preços, mas também o ambiente regulatório que envolve o mercado.
Em resumo, o relatório da BlackRock reforça a ideia de que o Ethereum pode se firmar como uma peça chave da infraestrutura financeira digital. Se essa tendência se concretizar, o ETH poderá se beneficiar não só da especulação, mas também da demanda real por liquidação e uso efetivo.





