Notícias

BTC testa resistência, enquanto holders diminuem pressão vendedora

O Bitcoin voltou a ser negociado em uma faixa de preço que sempre provoca bastante realização de lucros, mas alguns dados importantes mostram que os investidores de longo prazo estão se comportando de maneira diferente. Recentemente, o BTC estava cotado a US$ 96.783, apresentando um aumento de cerca de 10% nas últimas duas semanas. Esse movimento está ocorrendo em meio a uma demanda forte dos investidores institucionais via ETFs e indicações de que a pressão de venda está diminuindo.

Por que os holders estão vendendo menos?

Dados da Glassnode revelam que os investidores que seguram BTC por mais de cinco meses estão vendendo muito menos do que em 2025. Naquele período, esses holders chegaram a vender mais de 100.000 BTC por semana, o que equivalia a cerca de US$ 9,6 bilhões nos preços atuais. Agora, esse número despencou para aproximadamente 12.800 BTC por semana.

Esse detalhe é bem relevante, porque os holders de longo prazo têm uma quantidade considerável de Bitcoin que não está circulando no mercado. Quando eles diminuem suas vendas, significa que há menos BTC novo entrando no mercado, o que pode facilitar uma alta mais sustentada, especialmente em momentos críticos como o atual.

Zona entre US$ 93 mil e US$ 110 mil: resistência importante

O BTC retornou à chamada “sell zone”, que está localizada entre US$ 93.000 e US$ 110.000. Essa faixa já havia barrado várias tentativas de alta no final de 2025. Atualmente, o suporte imediato está em US$ 93.200, e a resistência próxima aparece em US$ 99.800. Se o preço romper esse nível de resistência, pode haver um teste psicológico importante na marca de US$ 100.000.

Analisando o gráfico diário, o Índice de Força Relativa (RSI) está em 61 pontos, indicando que a força compradora está presente, sem sinais claros de sobrecompra. O MACD permanece positivo, embora mostre uma estabilidade. O preço ainda está acima das médias móveis de 50 dias (US$ 91.400) e 200 dias (US$ 84.700), mantendo intacta a estrutura de alta.

ETFs e dados on-chain dão um ar otimista

A mudança no comportamento dos holders acontece em um contexto de forte demanda institucional. No dia 13 de janeiro, os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram entradas líquidas de US$ 753,7 milhões, a maior em três meses. Produtos como IBIT e FBTC se destacaram nesse cenário.

No mercado futuro, a pressão de venda também diminuiu bastante, com o volume de negociação passando de -US$ 489 milhões para -US$ 51 milhões. Na rede, o hashrate caiu 2,8%, indo para 1.024 EH/s, enquanto a dificuldade de mineração recuou 1,20%, para 148,26T. Esses fatores reduzem a necessidade de venda por parte dos mineradores, o que é um sinal positivo.

Quais riscos o BTC ainda enfrenta?

Mesmo com um cenário mais favorável, o Bitcoin ainda é vulnerável a situações macroeconômicas. Tensão geopolítica, como um possível agravamento no conflito entre EUA e Irã, pode criar aversão ao risco e impactar negativamente ativos mais voláteis a curto prazo. Além disso, a faixa entre US$ 100 mil e US$ 110 mil concentra um grande volume de oferta histórica, o que aumenta a necessidade de cautela.

Para os investidores brasileiros, o momento é de atenção aos níveis técnicos e flujo de entrada institucional. Enquanto a baixa venda pelos holders e o aumento nos ETFs sustentam uma visão otimista, a tendência final vai depender de como o mercado conseguirá lidar com a oferta nessa região. Informações como a superação dos US$ 92 mil pelo Bitcoin e análises de fluxo institucional são fundamentais para acompanhar esse cenário delicado.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo