Notícias

EUA impõem sanções a rede de lavagem de dinheiro com cripto

O governo dos Estados Unidos fez um anúncio importante nesta quarta-feira (20). Eles impuseram sanções a duas redes ligadas ao cartel de Sinaloa por atividades de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro utilizando criptomoedas.

Um dos casos citados envolve um indivíduo que coletava grandes quantias em dinheiro nos EUA para trocar por criptomoedas e enviá-las ao México. As autoridades também divulgaram os nomes e fotos de 12 pessoas envolvidas nesse esquema, além de um restaurante chamado Gorditas Chiwas, que estaria funcionando como uma empresa de fachada para o cartel.

Ação do governo americano está ligada ao combate contra o fentanil

A OFAC, que é o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA, destacou Armando de Jesus Ojeda Aviles como o líder desse esquema de lavagem de dinheiro, especialmente relacionado ao fentanil — uma droga sintética que se tornou um grande problema no país, principalmente por seu baixo custo.

De acordo com as autoridades, Ojeda Aviles era o responsável pela coleta de quantidades expressivas de dinheiro em espécie nos Estados Unidos. Ele facilitaria a conversão desse dinheiro em criptomoedas, que eram então enviadas ao México.

“Ojeda Aviles assumiu como principal lavador de dinheiro de Los Chapitos após o assassinato de Mario Alberto Jimenez Castro, que foi designado em setembro de 2023, citando o uso de moeda digital e transferências eletrônicas, entre outros métodos, para enviar recursos de vendas ilegais de fentanil nos Estados Unidos aos líderes do cartel de Sinaloa no México”, informaram.

Outro nome que apareceu nas investigações foi Jesus Alonso Aispuro Felix, apontado como um intermediário crucial nesse esquema de tráfico e lavagem de dinheiro. Ele seria o responsável por grandes transferências de recursos através de endereços de moeda digital.

Na sequência, aparece Rodrigo Alarcon Palomares, que já enfrentava acusações de lavagem de dinheiro utilizando criptomoedas. A quadrilha usava o restaurante Gorditas Chiwas, em Chihuahua, México, como uma fachada, controlado pelos familiares de Alfredo Orozco Romero, que também gerencia uma empresa de segurança no país.

Outras pessoas sancionadas

Além dos três já mencionados, a OFAC também sancionou Amalia Margarita Romero Moreno e Liliana Orozco Romero, ligadas ao restaurante Gorditas Chiwas, além de mais seis indivíduos.

Um dos principais alvos é Jesus Gonzalez Penuelas, que opera no tráfico de metanfetamina e heroína para os EUA desde 2007, sendo descrito como um grande distribuidor de cocaína e fentanil. Em 2024, o DEA ofereceu uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão.

Os indivíduos Luis Arnulfo Moreno Zamora e Baltazar Saenz Aguilar aparecem como supervisores das operações de lavagem de dinheiro do cartel, sendo responsáveis pelo transporte de valores expressivos entre os países. A investigação sugere que outros membros também estariam envolvidos nesse esquema.

De acordo com as autoridades, “todos os bens e interesses em bens das pessoas designadas ou bloqueadas que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas americanas estão bloqueados e devem ser reportados à OFAC”. Isso demonstra como os EUA permanecem atentos a novas formas de movimentação de dinheiro na luta contra o tráfico de drogas.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo