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EUA prendem dois por lavagem de US$ 389 milhões em Bitcoin

Recentemente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez um anúncio impactante: a prisão de Ruslan Igorevich Tkachuk, de 37 anos, e Alexander Vladimirovich Ledenev, de 25. Segundo as autoridades, a dupla estaria envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de 389 milhões de dólares em Bitcoin.

A operação também levou à quebra de um mixer chamado AudiA6, que era utilizado pelos suspeitos para esconder transações. Este mixer já chamara a atenção em abril, quando foi revelado que golpistas usaram seus serviços para lavar cerca de 9,5 milhões de dólares advindos de uma falsa carteira de criptomoedas na loja de aplicativos da Apple.

Suspeitos viveram na Geórgia apesar de serem russos

Embora a prisão tenha sido feita em Batumi, na Geórgia, os acusados são de origem russa. O procurador dos EUA, David Metcalf, indicou que o país está buscando a extradição dos dois homens. É interessante notar que essa operação internacional foi coordenada com a participação de várias agências e países, incluindo Austrália, Canadá, França e Japão.

Um comunicado destacou que a ação dentro do AudiA6 foi um esforço conjunto entre o Serviço Secreto dos EUA, a Divisão de Investigação Criminal da Receita Federal e outros organismos de repressão à criminalidade. Essa colaboração internacional mostra como o combate a crimes financeiros tem se tornado uma prioridade global.

A operação e o que foi apreendido

O mixer AudiA6, que possuía servidores localizados em diversos países, foi completamente desmantelado. A apreensão não apenas fechou o site e o fórum associado ao serviço, mas também resultou na confiscatação de uma quantia não revelada em criptomoedas. Isso demonstra o quanto essas plataformas podem ser úteis para quem deseja ocultar sua atividade financeira.

Análises mostraram que, desde 2021, cerca de 10.333 bitcoins em transações ilícitas passaram por esse mixer. Vale destacar que aproximadamente 393 bitcoins estão relacionados a atividades crime, como mercados na dark web e sequestros de dados.

Os dois homens, agora presos, podem enfrentar penas que chegam a 20 anos de prisão. É importante lembrar que, apesar de mixers não serem considerados ilegais por si só, eles são frequentemente utilizados para encobrir transações ilícitas, levando as autoridades a agir.

Histórico de ações contra mixers

A história recente mostra que os EUA têm atuado ativamente contra diversas plataformas de mixer. Apenas no ano passado, o Blender e, posteriormente, o ChipMixer foram sancionados e fechados, assim como o Cryptomixer pela Europol, um movimento que enfatiza a determinação no combate à lavagem de dinheiro em criptomoedas.

Esses desenlaces são um lembrete de que, no universo das criptomoedas, a fiscalização e as ações preventivas estão cada vez mais presentes, refletindo um esforço contínuo para tornar esse espaço mais seguro e transparente para todos.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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