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Polícia paraguaia apreende criptomoedas de jovens hackers

A Polícia Nacional do Paraguai (PNP) deu um grande golpe em uma quadrilha que operava fraudes com criptomoedas na segunda-feira passada (13). Durante a operação, várias contas foram bloqueadas, e os agentes também apreenderam carros e equipamentos de informática, em uma ação voltada para combater crimes eletrônicos em todo o país. O alvo principal estava na província de Itapúa.

Esse esquema criminoso era liderado por um jovem de apenas 18 anos, chamado Alex. As investigações mostraram que a gangue invadia as carteiras financeiras das vítimas e roubava seus saldos para comprar bitcoins e outras moedas digitais. Além disso, eles ofereciam um pagamento mais alto do que a média do mercado, chegando a “dobrar ou triplicar o valor” só para limpar o dinheiro de origem ilícita, conforme comentou uma autoridade durante uma coletiva.

Para fazer isso, os criminosos usavam uma tática de preços inflacionados, acelerando assim o processo de lavagem do dinheiro. Eles estavam dispostos a perder parte do lucro do roubo para fazer o dinheiro “sumir” rapidamente. A movimentação total da quadrilha chegou a impressionantes 9 bilhões de guaranis, ou seja, cerca de US$ 1,2 milhão, antes do cerco policial.

A Direção Contra Fatos Puníveis Econômicos e Financeiros (DCFPEF) foi a responsável por rastrear a quadrilha. María Rossana Chávez, uma das lideranças da equipe, contou à imprensa que várias agências do governo se uniram para desarticular essa rede criminosa que atuava na fronteira com a Argentina, a apenas 247 km de Foz do Iguaçu, no Brasil.

Operação policial confisca saldo de jovens hackers

Durante a operação, que surpreendeu muitos, dez membros da gangue foram presos. Muitos dos envolvidos eram adolescentes que atuavam logo após saírem da escola, segundo reportagens locais. Eles fracionavam valores em quantias menores, de 500 mil guaranis, para burlar as medidas de segurança dos aplicativos financeiros.

Essa estratégia permitia que os fraudadores evitassem os alarmes antifraude nos bancos. A base do esquema criminoso operava com oito contas bancárias, onde o dinheiro roubado entrava antes de ser movimentado por quase duas mil contas fictícias, destinadas à compra dos criptoativos.

O chefe da polícia, Diosnel Alarcón, teve papel fundamental na quebra do esquema, que já vinha sendo monitorado há algumas semanas. Ele colaborou com a promotora de justiça Irma Llanos na realização de escutas e rastreamentos. Llanos foi responsável por montar os pedidos legais que permitiram a entrada nas propriedades dos suspeitos.

O caso ganhou destaque depois que uma mulher em Encarnación desconfiou de uma oferta generosa para a venda de criptomoedas. Ao recusar a proposta estranha, ela teve a presença de espírito de levar as informações para a polícia, o que ajudou a desencadear a operação.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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