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Senado dos EUA propõe novas regras para o mercado cripto

Senadores dos Estados Unidos apresentaram um projeto de lei que estava sendo aguardado há anos para trazer regras mais claras para o mercado de criptomoedas. E a repercussão foi imediata: o Bitcoin se manteve estável, com uma leve alta de 0,8% nas últimas 24 horas, cotado a cerca de US$ 92.400. O volume global de negócios subiu 6%, mostrando que muitos investidores estão reposicionando suas estratégias. Esse movimento acontece em um contexto de crescente adoção institucional e uma demanda por maior clareza nas regulamentações, especialmente após períodos de forte volatilidade no mercado.

Embora o projeto não tenha causado um grande rali, é importante notar que possui potencial para trazer uma mudança positiva a médio prazo. Com uma definição mais clara das regras, o risco sistêmico tende a diminuir, o que pode incentivar a participação de grandes investidores, especialmente através de ETFs e produtos regulados. Isso é algo que, com certeza, apetece o mercado.

O que muda com o novo projeto de lei cripto nos EUA?

O projeto busca, de forma prática, esclarecer como será feita a divisão de responsabilidades entre a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e a Comissão de Comércio de Futuros (CFTC). Esta questão tem gerado muita discussão desde 2022. Os ativos que forem considerados commodities digitais passam a ser supervisionados pela CFTC, enquanto os tokens que entrarem na categoria de valores mobiliários ficarão sob a alçada da SEC.

Essa divisão é fundamental porque minimiza o risco de ações retroativas contra projetos e corretoras. Nos últimos anos, isso impactou diretamente a liquidez e as listagens do mercado. Para os investidores brasileiros, essa maior previsibilidade pode facilitar o acesso a produtos globais e amenizar os choques de preço provocados por decisões judiciais inesperadas.

Regulação mais clara fortalece ETFs e adoção institucional

O avanço na regulação foi impulsionado por legislações anteriores, como o FIT21 e o GENIUS Act, que trouxeram regras rígidas para stablecoins com lastro de 1:1. O novo projeto amplia esse arcabouço legal ao estabelecer um framework mais abrangente para o mercado cripto.

E os dados mostram que essa mudança é crucial. Os ETFs de Bitcoin à vista apresentaram um fluxo líquido positivo de US$ 420 milhões na última semana. Além disso, a quantidade de BTC disponível nas exchanges caiu para 11,8%, a menor desde 2018. Quando há menos oferta, os preços tendem a se estabilizar e até aumentar, principalmente com o crescimento da demanda institucional.

Esse movimento está alinhado com a postura regulatória dos EUA, que já fez com que empresas como a PwC aumentassem seus investimentos no setor. Há também decisões pendentes relacionadas à regulação da SEC sobre ETFs com altcoins, que podem trazer novas oportunidades.

Quais são os riscos e limites dessa proposta?

Apesar do tom otimista, é bom lembrar que o projeto ainda precisa passar pela aprovação do Congresso. Esse processo pode acabar diluindo pontos importantes ou prolongando sua implementação. Tentativas anteriores, como o DCCPA, fracassaram em meio a disputas políticas e pressões de lobbies.

No curto prazo, o Bitcoin encontra-se consolidado, com suportes na faixa de US$ 90.000 e resistência em US$ 95.200. O Índice de Força Relativa (RSI) diário está em 54, o que indica um equilíbrio. O MACD, por sua vez, permanece próximo da linha zero, sugerindo que não há tendência clara no momento.

No entanto, a longo prazo, a clareza regulatória nos EUA deve aumentar a liquidez global, beneficiar os ETFs e diminuir o prêmio de risco associado ao setor. Para os investidores brasileiros, isso pode resultar em um mercado mais estável e conectado ao sistema financeiro tradicional, ainda que os criptoativos mantenham sua volatilidade característica.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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