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UBS analisa mercado de cripto e fortalece presença institucional

O banco suíço UBS está pensando em abrir as portas para a negociação direta de criptomoedas para os clientes de seu banco privado. Essa informação surgiu em uma reportagem da Bloomberg e, apesar de ainda não ter gerado grandes movimentações no preço do Bitcoin, que está em torno de US$ 90.200, é um sinal interessante da força que o mercado institucional vem ganhando. Essa movimentação se dá em um momento em que o setor financeiro tradicional está se aproximando cada vez mais dos ativos digitais regulados e da infraestrutura blockchain.

O que o UBS pretende e por que isso importa?

O que o UBS está pensando na prática? A ideia é que os clientes de alta renda possam negociar criptomoedas diretamente através da estrutura do banco, inicialmente na Suíça e com possibilidades de expansão para os EUA e Ásia-Pacífico. De acordo com a Bloomberg, o banco ainda está avaliando parcerias e mecanismos de controle de riscos, o que demonstra cautela em relação à regulamentação. Para quem investe no Brasil, isso é relevante porque pode aumentar a legitimidade dos criptoativos, além de fortalecer a demanda por produtos regulados, como ETFs e fundos no mercado local.

Vale lembrar que o UBS já iniciou experiências com criptomoedas desde 2024. Eles trabalharam com fundos tokenizados e utilizam Ethereum e Chainlink para liquidações. Em 2025, realizaram uma transação totalmente on-chain de um fundo tokenizado. Isso tudo ajuda a mitigar os riscos operacionais relacionados ao comércio de criptomoedas, uma área que outros bancos, como o Morgan Stanley, também estão explorando.

Instituições fortalecem narrativa de adoção

A possível movimentação do UBS é apenas uma parte de um cenário maior em que diversos bancos tradicionais estão se aventurando no mercado cripto. Instituições como JPMorgan, Morgan Stanley e E-Trade estão avaliando ou já anunciaram serviços similares, intensificando uma autêntica corrida bancária em direção às criptomoedas. Dados do Coin360 mostram que fundos e produtos institucionais já têm mais de US$ 1 bilhão em ativos sob gestão, diversificando a adesão ao mercado.

Esse fluxo de investimento institucional ajuda a explicar por que o Bitcoin está se mantendo em um nível estável na faixa de US$ 90.000. Observando os gráficos, é possível notar que o BTC opera próximo das médias móveis significativas, com um Índice de Força Relativa (RSI) em uma zona neutra. Isso sugere um equilíbrio entre as forças de compra e venda, enquanto o MACD permanece próximo da linha zero, indicando uma fase de consolidação, e não um movimento especulativo extremo.

Quais são os riscos e limitações?

Embora esses avanços estejam em andamento, a oferta do UBS ainda não é uma realidade confirmada e depende de várias decisões regulatórias e parcerias tecnológicas. Além disso, a chegada dos bancos não significa que a volatilidade do mercado cripto desapareceu. movimentações de grandes investidores e mudanças na oferta nas exchanges continuam sendo fatores de curto prazo que podem impactar os preços rapidamente, principalmente em situações macroeconômicas.

Para o investidor brasileiro, a mensagem é clara: a adoção institucional está avançando, mas isso não elimina a necessidade de uma gestão de riscos cuidadosa. Ter grandes bancos no jogo pode ajudar a reduzir barreiras e aumentar a liquidez no longo prazo, mas o mercado ainda está sujeito a flutuações influenciadas por taxas de juros globais, reguladores e movimentos de capital estrangeiro.

O potencial de negociação de criptomoedas pelo UBS é um indicativo de que não estamos falando apenas de uma moda passageira. Conforme mais bancos se envolvem, as criptomoedas deixam de ser um nicho e começam a se integrar de maneira mais ampla ao portfólio tradicional, abrindo novas oportunidades, mas também exigindo que a análise permaneça disciplinada.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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