VanEck analisa perspectivas do Bitcoin a US$ 2,9 milhões
A gestora VanEck, que administra cerca de US$ 181 bilhões, trouxe à tona uma análise interessante sobre o futuro do Bitcoin. Segundo eles, a criptomoeda pode atingir a marca impressionante de US$ 2,9 milhões por unidade até 2050. Esse é, claro, o cenário mais otimista. No entanto, eles também contemplam uma realidade mais conservadora, onde o Bitcoin chegaria a apenas US$ 130.000 — isso ainda acima do preço atual, mas ouça: esse valor não conseguiria acompanhar a inflação do dólar durante esse período.
E se você é do tipo que sonha grande, a previsão mais arrojada aponta um valor de US$ 53,4 milhões! Impressionante, não é? Isso levaria o mercado do Bitcoin a valer cerca de US$ 1,1 trilhão.
Bitcoin não precisa de mágica para crescer
Muita gente ainda vê o Bitcoin como um investimento arriscado, principalmente por conta da sua volatilidade. O que é um fato, mas a VanEck mostra que isso pode ser encarado de forma diferente. Eles projetam que, ao longo de 25 anos, o Bitcoin pode crescer com um retorno composto de apenas 15% ao ano — algo bem realista para quem pensa no longo prazo, seja para aposentadoria ou mesmo para deixar um legado.
No momento, a expectativa é que o Bitcoin chegue aos US$ 2,9 milhões em 2050. E a mágica não está em subir numa montanha-russa de preços, mas nessa taxa de crescimento constante.
Segundo a análise, eles acreditam que o Bitcoin deve responder por 5 a 10% do comércio internacional global e 5% do comércio doméstico até 2050. Além disso, a criptomoeda se apresenta como uma reserva de valor para bancos centrais, especialmente à medida que a confiança em dívidas soberanas de países do G7 começa a fraquejar.
Se você olhar para a análise, verá também os dois outros cenários: o pessimista e o otimista. No cenário pessimista, o Bitcoin crescerá apenas 2% ao ano. Para a VanEck, mesmo um cenário assim já consideraria uma utilidade significativa para a criptomoeda.
Em contraste, o cenário otimista é um chamado para os sonhadores. Aqui, o Bitcoin poderia capturar 20% do comércio internacional e 10% do PIB doméstico, levando seu valor a inexistir como em um mundo onde o Bitcoin se tornasse uma das principais reservas globais.
Alocação em Bitcoin: menos é mais
Fechando a análise, a VanEck lembra que até uma pequena alocação de 3% em Bitcoin pode ter um impacto positivo no portfólio de um investidor. Se você costuma investir em uma combinação de 60% em ações e 40% em títulos, o retorno histórico seria de 9,68% ao ano. Mas, adicionando essa pequena fatia de Bitcoin, o retorno salta para 13,05%. O risco? É bem menor do que se imagina, com quedas máximas muito próximas entre os dois tipos de portfólio.
Na visão deles, uma alocação de 3% em Bitcoin é capaz de gerar um retorno significativo levando em consideração o risco. Para quem tem uma maior capacidade de arcar com riscos, a gestora sugere até 20% em Bitcoin no portfólio, pois isso melhoraria os índices de Sharpe e capturaria melhor o potencial de retorno desse ativo único.





