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Morgan Stanley cria carteira cripto e movimenta o mercado

A Morgan Stanley está em vias de lançar sua própria carteira de criptomoedas até o final de 2026. Essa novidade aparece em um cenário onde o Bitcoin está sendo negociado por cerca de US$ 92.300, com uma leve alta de 1,8% nas últimas 24 horas e um volume diário de transações que ultrapassa os US$ 38 bilhões. Essa movimentação reforça a tendência de crescente institucionalização no mundo das criptomoedas, especialmente após a aprovação de ETFs (fundos de índice) que operam com criptoativos nos Estados Unidos.

Esse anúncio não é um evento isolado. Outros grandes bancos tradicionais também estão buscando integrar serviços relacionados a cripto, como custódia e produtos estruturados. Com isso, espera-se que a liquidez do mercado aumente e o acesso a esses ativos fique mais fácil, beneficiando até mesmo investidores brasileiros que operam em plataformas globais.

O que está por trás da nova carteira cripto da Morgan Stanley?

Quando a carteira for lançada, ela permitirá que os clientes da Morgan Stanley armazenem e movimentem ativos digitais diretamente na plataforma do banco. Isso deve diminuir a dependência de empresas externas. De acordo com informações do CoinMarketCap, esse projeto é uma parte de uma estratégia maior para integrar o mundo cripto nas operações do banco.

Já em janeiro de 2026, a Morgan Stanley havia registrado ETFs de Bitcoin, Ethereum e Solana, que também têm estruturas que possibilitam recompensas por staking. Essas iniciativas mostram um compromisso da instituição com o mercado de cripto a longo prazo.

Institucionalização fortalece demanda e muda a dinâmica do mercado

Os ETFs de Bitcoin já acumulam mais de US$ 130 bilhões em ativos sob gestão e registram um volume negociado superior a US$ 1,6 trilhão desde que foram lançados. Esse fluxo de investimentos institucionais ajuda a explicar a resistência do Bitcoin em manter suas médias móveis importantes acima de certos níveis. Por exemplo, a média de 50 dias está em US$ 89.700 e a média de 200 dias em US$ 81.400.

Atualmente, o índice RSI do Bitcoin está em 58 pontos, indicando uma força moderada, sem sobrecompra evidente. O MACD está positivo, mas com sinais de desaceleração, o que sugere que o Bitcoin pode ficar em uma faixa entre US$ 90.000 e a resistência de US$ 94.500.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para os investidores brasileiros que utilizam corretoras internacionais ou produtos de cripto listados no exterior, a entrada da Morgan Stanley pode aumentar a segurança e ampliar a oferta de produtos regulados. Esse movimento é parte de uma tendência maior, onde bancos dos EUA estão desenvolvendo suas próprias soluções de custódia e liquidação para criptomoedas.

Além disso, uma maior participação institucional costuma aliviar a volatilidade extrema ao longo do tempo, mesmo que eventos macroeconômicos ainda possam provocar oscilações. Para os traders, isso tem um significado duplo: eles encontram um mercado mais líquido, mas com movimentos menos explosivos.

Riscos e limitações do movimento institucional

Apesar do otimismo em torno da nova carteira, ainda não há um lançamento oficial e muitos detalhes operacionais permanecem indefinidos. O cenário regulatório nos EUA pode trazer atrasos ou restringir algumas funcionalidades, especialmente em relação ao staking e à custodialidade autônoma.

Outro ponto a se considerar é que a concentração de ativos em grandes instituições gera discussões sobre a descentralização, que é um tema sensível para muitos na comunidade cripto. Para alguns investidores, essa evolução pode não parecer positiva.

No entanto, o plano da Morgan Stanley reforça claramente a integração entre finanças tradicionais e criptoativos. Se tudo ocorrer como o esperado, essa nova carteira pode acelerar a adoção das criptos no meio institucional e dar um impulso ao mercado. Por isso, é fundamental que os investidores observem de perto prazos e regulamentações que podem influenciar diretamente nos preços e na liquidez do mercado.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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