EUA avançam na criação de reserva estratégica de Bitcoin
Scott Bessent, o Secretário do Tesouro dos EUA, participou recentemente de uma sessão do Comitê de Finanças do Senado, onde discutiu diversos temas, incluindo a possibilidade de o governo americano criar uma reserva de Bitcoin. Esse assunto vem ganhando destaque no mercado, especialmente porque Bessent já tinha afirmado que os EUA não pretendem vender bitcoins confiscados. O recado é claro: a expectativa é por uma abordagem mais ousada em relação às criptomoedas.
Uma das propostas que estão circulando é de autoria da senadora Cynthia Lummis, que sugere que o governo compre 1 milhão de bitcoins. Isso representaria cerca de 4,76% da oferta total de 21 milhões de bitcoins disponíveis, com um custo estimado de US$ 65,7 bilhões na cotação atual. Assim, os EUA poderiam ter uma nova frente de investimentos e diversificar suas reservas.
Atualmente, os EUA são o maior detentor de ouro do mundo, com 8.133 toneladas armazenadas. Em comparação, a Alemanha, a segunda na lista, possui 3.350 toneladas. Como o Bitcoin é frequentemente chamado de “ouro digital” por causa de sua natureza escassa, faz sentido que o país busque dominar também esse ativo.
Trabalho na reserva estratégica de Bitcoin
Bessent já havia se pronunciado sobre criptomoedas em outras ocasiões, como quando mencionou que os EUA confiscaram US$ 1 bilhão em criptomoedas do Irã. Durante a recente audiência, ele destacou a importância da segurança econômica como parte da segurança nacional. Isso reflete uma mudança de mentalidade nos últimos anos, impulsionada por novas lideranças.
Atualmente, o governo americano tem em suas carteiras 328.354 bitcoins, o que equivale a aproximadamente US$ 21,6 bilhões. Contudo, vale lembrar que uma parte significativa dessas moedas está vinculada a processos judiciais e deve ser devolvida. Na verdade, um levantamento recente sugere que, de modo geral, os EUA teriam apenas 28.988 bitcoins disponíveis para uso imediato.
Bessent reforçou que o lento avanço em relação a essa nova reserva se dá pela complexidade e desafios que envolvem a tecnologia de blockchain. Ele se mostrou otimista quanto à criação de um projeto sólido e duradouro.
Inovação e melhores práticas
O Secretário do Tesouro ressaltou: “Estamos avançando com toda a velocidade, garantindo que, nesse processo complexo, seguimos as melhores práticas. É um terreno novo e estamos aprendendo.” Essa visão é fundamental para que os EUA se posicionem adequadamente nesse mercado em constante evolução. Bessent está ansioso para colaborar com a equipe do Senado e aguarda a aprovação de legislação adicional que poderia facilitar esse processo.
Durante sua fala, ele deixou claro que a construção de uma reserva estratégica de Bitcoin é parte de um movimento maior e mais amplo, alinhado às necessidades econômicas do país. Essa abordagem pode ser um passo importante para os Estados Unidos se destacarem ainda mais no universo das criptomoedas.
As discussões sobre a inclusão de ativos digitais nas reservas de um país são cada vez mais relevantes. Com o Bitcoin sendo cogitado como uma maneira de diversificar e fortalecer a economia, fica a expectativa de como isso vai se desenrolar nos próximos meses.





